Na largada, Espanha dá show e faz 5

Fernando Torres marca três gols na vitória fácil sobre a Nova Zelândia

JOHANNESBURGO, O Estadao de S.Paulo

15 de junho de 2009 | 00h00

Com um início arrasador, a Espanha deu um passeio em sua estreia e goleou, em ritmo de treino, a Nova Zelândia por 5 a 0, ontem em Rustenburgo. Favoritos ao título da Copa das Confederações, os espanhóis praticamente definiram o resultado do jogo nos primeiros 25 minutos, quando marcaram quatro gols, três deles de autoria do centroavante Fernando Torres, o destaque da partida. Com 22 gols, o atacante do Liverpool ficou perto da marca do legendário Di Stéfano, que fez 23 gols com a camisa da Fúria. "É uma satisfação enorme ter o nome inscrito na história da seleção espanhola", disse Torres. "Foi uma grande estreia para a equipe. Sempre é importante começar com gols. E marcar, para mim, também é." Outro atacante que está fazendo história na Espanha é David Villa. Com o gol marcado ontem (o outro foi de Fábregas), ele passou a ser o segundo artilheiro da seleção, com 29. O líder é Raúl Gonzalez, com 44.Além desses cinco gols, a Espanha perdeu pelo menos outras cinco chances para ampliar. O time da Nova Zelândia apresentou uma defesa muito ingênua e fácil de ser envolvida pelos rápidos e precisos toques de bola da campeã da Europa, que tem uma (invejável) invencibilidade de 33 jogos.O ambiente no Estádio Royal Bafokeng não era de entusiasmo apesar do bom futebol apresentado pelos espanhóis, já que havia muitos assentos vazios. Mesmo assim, Torres agradeceu o apoio de alguns sul-africanos presentes ao estádio. "Foi sensacional. Nosso time se sentiu em casa", exagerou o centroavante. "É muito bom sabermos que temos torcida em outras partes do mundo."Mas Torres pediu cautela quanto ao futuro. "É preciso repeitar o Brasil e a Itália, que já ganharam muito mais que nós." Já o técnico da seleção da Espanha, Vicente del Bosque, preferiu elogiar seus jogadores com moderação. "Fizemos o que tínhamos de fazer. Com 24 minutos já ganhávamos por 4 a 0 e no segundo tempo, é lógico, diminuímos o ritmo. O jogador tem de administrar o esforço", explicou o treinador.Não será surpresa se no próximo jogo, contra o Iraque, Del Bosque mude bastante o seu time. É que ele pretende aproveitar todos os jogadores.

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