Sergei Chuzavkov/AP
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Na política, Vitali Klitschko deixa título mundial vago no boxe

Conselho Mundial de Boxe opta por nomeá-lo como 'campeão emérito' na categoria

AE-AP, Agência Estado

16 de dezembro de 2013 | 17h46

KIEV - Mais preocupado com a sua carreira política na Ucrânia, o pugilista ucraniano Vitali Klitschko deixou vago o seu título mundial dos pesos pesados, pelo Conselho Mundial de Boxe. A entidade optou por nomeá-lo nesta segunda-feira como "campeão emérito", o que permite que lute pelo cinturão, desafiando quem quer que seja seu sucessor, se quiser voltar aos ringues.

Vitali Klitschko é parlamentar eleito na Ucrânia e está na linha de frente da oposição ao presidente do país, Viktor Yanukovych. O pugilista de 42 anos, que tem 45 vitórias e duas derrotas na carreira, já avisou que pretende se candidatar à presidência em 2015. E, num momento de grande agitação na política ucraniana, optou agora por deixar o boxe de lado.

Dizendo que "sente que a população precisa dele", Vitali Klitschko admitiu que não pensa em voltar a lutar. Mesmo assim, não encerrou a carreira definitivamente, deixando aberta a possibilidade de tentar retomar o cinturão - o Conselho Mundial de Boxe não revelou o que será feito para apontar o novo campeão dos pesos pesados agora que o título está vago.

Enquanto Vitali Klitschko passa a ser concentrar totalmente na política, seu irmão mais novo Wladimir continua firme na carreira como pugilista. Aos 37 anos, ele também é campeão mundial dos pesos pesados, por quatro entidades diferentes, com cartel de 64 vitórias e três derrotas. Os dois sempre recusaram a possibilidade de se enfrentar nos ringues.

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