Na primeira fila, Teixeira acompanha tudo calado

Durante os dias que antecederam a cerimônia do sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, uma das dúvidas que cercavam o cerimonial oficial era sobre o discurso do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Teixeira. Na primeira versão da programação, constava o pronunciamento do dirigente. Porém, na semana passada, nova versão do documento o excluía. Coincidência ou não, a exclusão ocorreu no mesmo momento da inclusão do discurso da presidente da República Dilma Rousseff.

Almir Leite, Bruno Lousada, Sílvio Barsetti e Wagner Vilaron, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2011 | 00h00

No final, Teixeira não falou. Ficou sentado em lugar privilegiado na primeira fileira. Foi, é verdade, cumprimentado tanto pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, quanto por Dilma - os únicos a discursar. Mas não esboçou reação ao ter seu nome citado.

O comportamento discreto de Teixeira chamou atenção também no momento em que a presidente anunciou e cumprimentou Pelé. Empolgada, a própria Dilma "puxou" a salva de palmas para o melhor jogador de todos os tempos, recentemente empossado como embaixador da Copa.

Enquanto todo o auditório montado na Marina da Glória aplaudia Pelé, Teixeira seguia sem demonstrar reação. Embora nos últimos dias Pelé e Teixeira tenham procurado minimizar as evidências de confronto, a participação do Atleta do Século na campanha e organização do Mundial deve-se ao convite recebido do governo federal para que se tornasse embaixador do evento. "Não vou à casa ou à festa de ninguém se não sou convidado", disparou Pelé na entrevista que deu na quinta-feira, no Rio.

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