Na volta, Jadel terá de arrumar técnico

O triplista Jadel Gregório não sofreu lesão grave e poderá competir na Europa até o fim da temporada, que será encerrada com a Final Mundial do Atletismo, no dia 10, em Mônaco. No Mundial de Helsinque, Jadel disse ter sentido um problema na coxa durante a prova do salto triplo - foi sexto (17,20 m), frustrando a expectativa de medalha num ano em que chegou a saltar 17,73 m. O atleta teve contratura na coxa e sente dores na panturrilha, o que deverá ser contornado com descanso e tratamento. Mas além de ainda ter de provar, com bons resultados em competições importantes, que está mesmo entre os melhores do mundo, Jadel terá de resolver outro problema antes de começar o trabalho de base para a próxima temporada, em outubro: achar um técnico.O diretor de seu clube (BM&F Atletismo), Sérgio Coutinho Nogueira, tem uma tese: Jadel, de 24 anos, deve voltar a treinar com Nélio Moura, que o orientou até a Olimpíada de Atenas, tido, hoje, como o melhor técnico da prova no País. "Na volta ao Brasil, temos de ver a melhor solução para o caso. Na minha opinião, seria o Jadel e o Nélio se entenderem. É o mais inteligente a fazer."Jadel disputou o Mundial sem técnico - Elson Miranda, do salto com vara, esteve por perto quando precisou. Em 2004, logo depois da Olimpíada, em que foi 5º, rompeu com Nélio Moura. Os motivos não ficaram claros. Como desculpa, o triplista disse que gostaria de morar em uma cidade menor que São Paulo. A solução encontrada pelo clube foi Aristides Junqueira, o Tide, que se cansou de dizer que não pediu a tarefa. Jadel passou um tempo em Presidente Prudente, treinando com Tide.Na verdade, Jadel queria tentar treinar com Pedro de Toledo, que foi técnico de João do Pulo e também estava em Presidente Prudente. Como Pedrão não é técnico da BM&F, isso não foi possível. Quem freqüentava a pista de Prudente, várias vezes viu Tide ou Pedrão incomodado com a atitude do outro em relação à Jadel. O triplista dividiu o tempo entre a pista do Ibirapuera e a de Prudente, até que, no Troféu Brasil, decidiu competir sem técnico. Depois do casamento com a fisioterapeuta Samara, não queria mais morar longe de São Paulo.Jadel ainda competirá na Europa antes de voltar ao Brasil - sua base é a Holanda, onde estão os atletas do empresário Joss Hermes, que agencia os meetings. "Quando ele voltar, vamos conversar", diz Coutinho Nogueira. Para Jadel seria impossível encontrar outro clube no Brasil com infra-estrutura e salários da BM&F. Maurren - A saltadora Maurren Higa Maggi, que em 1º de agosto terminou de cumprir a suspensão de dois anos por antidoping positivo, já pode voltar ao atletismo. Mas essa é uma possibilidade na qual os envolvidos com o esporte não acreditam. Para voltar, Maurren teria de se submeter a dois antidoping - exigência da IAAF. Não fez nenhum e continua na Europa com Antonio Pizzonia, piloto de testes da Williams, pai de sua filha, Sophia. Se fosse voltar, Maurren, que também era atleta de Nélio Moura, já teria de estar tomando providências para retomar os treinos.

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