Na volta para casa, delegação frustra torcida no aeroporto

Maioria dos torcedores que estiveram em Cumbica não consegue ver os jogadores, que apenas acenaram da pista

CIRO CAMPOS, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2012 | 03h09

A delegação do Corinthians driblou a torcida no desembarque em São Paulo, no início da noite de ontem. No saguão, centenas de torcedores aguardavam o time, que preferiu sair pelos fundos.

Empolgada por conta do empate de 1 a 1 com o Boca Juniors, a torcida teve de se contentar com um rápido contato visual com os jogadores no aeroporto de Guarulhos. Logo após desembarcar, por volta das 19h40, a delegação entrou em um ônibus, ainda na pista, e deixou o aeroporto pelos fundos. Para minimizar a ansiedade dos torcedores, os atletas desceram rapidamente do ônibus apenas para acenar.

A torcida não escondeu a decepção. "Cheguei ao aeroporto umas quatro horas da tarde, tive que deixar meu trabalho. Só que faltou aos jogadores entender que Corinthians é time do povo", lamentou o eletricista Renan Bonhasck, de 18 anos. "Mesmo assim valeu a pena. Conseguimos ver os jogadores", afirmou o estudante Eduardo Barros, 18.

Os torcedores carregavam bandeiras, faixas e cartazes. Herói do primeiro jogo, Romarinho foi o mais lembrado pela torcida. Responsável pelo gol de empate, o atacante foi eleito o novo ídolo corintiano. "É Libertadores, então vale a pena vir aqui ao aeroporto, mesmo sem ver os jogadores", comentou a esteticista Camila Lourenço, de 23 anos.

Sem atender jornalistas e torcida, o grupo corintiano seguiu direto para o CT Joaquim Grava, onde os jogadores foram dispensados. O clube ainda não divulgou qual será a programação do time até o segundo jogo da decisão, na quarta-feira. A equipe teve seu jogo do fim de semana, contra o Botafogo, pelo Brasileiro, adiado para o dia 11 de julho.

Prisão. Se a delegação chegou bem a São Paulo, o mesmo não se pode dizer de sete corintianos que acabaram presos na Argentina. Eles foram flagrados pelas câmeras de segurança da La Bombonera atirando sinalizadores para dentro do campo e detidos momentos depois. Ontem, os amigos da caravana buscavam ajuda dos dirigentes para que fossem liberados.

"Amigo, ajuda a gente. Os meninos não fizeram aquilo por mal. Vejam o que podem fazer para eles serem liberados, já que nem nos informam onde estão", implorava, a todo custo, o "líder" da caravana, ainda clamando pela chegada de um mecânico que arrumasse o ônibus.

A direção do Corinthians prestou solidariedade ao grupo e garantiu que fez o possível. "Já tentamos (ajudar), fizemos contato com a polícia aqui até quatro, cinco da manhã. Eles abrem procedimento e depois liberam. Vão liberar logo", disse o diretor adjunto de futebol, Duílio Monteiro Alves.

Em São Paulo, o torcedor do Corinthians Felipe Severino Jobim, esfaqueado no início da madrugada de ontem, está em estado grave, mas estável, segundo informações da Santa Casa de Misericórdia.

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