Nadadora chinesa de 16 anos rebate suspeita de doping

Dona de duas medalhas de ouro em duas provas disputadas na natação, a desconhecida chinesa Shiwen Ye, de apenas 16 anos, não demorou para levantar suspeitas nesta edição da Olimpíada. Com um desempenho impressionante, a jovem nadadora chegou a bater o recorde olímpico nas eliminatórias dos 200 metros medley, antes de repetir o feito na final.

AE, Agência Estado

31 de julho de 2012 | 21h37

Antes já havia derrubado o recorde mundial nos 400 metros medley, ao baixar em mais de um segundo a marca anterior, que havia sido cravado pela australiana Stephanie Rice no Jogos de Pequim/2008, quando os supermaiôs ainda estavam liberados pela Federação Internacional de Natação (Fina).

Os recordes em sequência levantaram suspeitas sobre um possível caso de doping. "Claro que não", rebateu a chinesa nesta terça. "Isto é injusto comigo, mas estas acusações não vão me afetar", disse a nadadora, que não está inscrita para mais nenhuma prova em Londres.

Shiwen, que nunca foi flagrada em testes antidoping, admitiu ter ficado surpresa com a própria performance nos Jogos. "Nunca esperava nadar tão rápido. Fiquei surpresa. Estava muito nervosa". A chinesa atribuiu o grande desempenho ao trabalho intenso na piscina. Ela diz treinar 2 horas e meia todas as manhãs e todas as tardes, há nove anos.

As suspeitas sobre o desempenho da chinesa tiveram início quando John Leonard, presidente da Associação de Técnicos de Natação dos Estados Unidos, questionou os tempos da atleta em entrevista ao jornal The Guardian.

Os comentários, porém, foram logo neutralizados pelo Comitê Olímpico Internacional. "Estes são os melhores atletas do mundo competindo no mais alto nível. Já vimos todos os tipos de recordes sendo quebrados em diferentes partes do mundo", afirmou o porta-voz do COI, Mark Adams.

Ele afirmou ainda que os cinco primeiros colocados da cada evento esportivo são submetidos a testes como parte do "eficiente programa antidoping". "Estamos muito confiantes de que, se houver trapaça, seremos capazes de detectá-las", declarou.

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