Nadadores italianos reclamam de macacão LZR Racer

Atletas argumentam que consideram doping traje da concorrente Speedo, e pedem reavaliação da Fina

Agência Estado

11 de abril de 2008 | 11h09

A equipe italiana de natação lidera as reclamações sobre o maiô LZR, da Speedo, usado em 22 das 23 quebras de recordes mundiais do esporte neste ano. O técnico Alberto Castagnetti classificou o traje como "doping tecnológico". O LZR foi liberado pela Federação Internacional de Natação (Fina), nesta semana.Veja também: Entenda como funciona o macacão LZR Racer Vote: o macacão deve ser considerado como doping?Um dos principais nomes da natação italiana, Massimiliano Rosolino, engrossou o coro de reclamações. Para ele, a Fina deve tomar uma atitude urgente. "Não é apenas uma questão de tecnologia. A questão é que o maiô tem mais flutuação que os demais. Se eu competir com um traje de mergulho, por exemplo, também não será justo. Há algo errado nessa história", disse o atleta, dono de quatro medalhas olímpicas.Rosolino, como o restante da delegação italiana, usa trajes da fabricante Arena, que patrocina a federação italiana e está fazendo pressão por campanha contra. No Mundial de piscina curta, em Manchester, a marca lançou um novo modelo, para competir com o LZR. "Vesti o novo maiô e só o achei mais leve que o anterior", disse, depois de conquistar o bronze nos 200 metros livre no campeonatoPara Alessia Filippi, campeã européia dos 800 metros livre e dos 400 medley, os italianos estão em "grande desvantagem" com relação às equipes que usam o traje da Speedo. "Acho que todos devemos ter as mesmas condições na Olimpíada, e a Arena tem trabalhado para isso. Mas é preciso pressa, estamos muito atrás.

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