Nadal e Federer, rumo à 18.ª final

Espanhol e suíço são favoritos contra o argentino Del Potro e o sérvio Djokovic nas semifinais do US Open

, O Estadao de S.Paulo

13 de setembro de 2009 | 00h00

O 18º confronto decisivo entre o espanhol Rafael Nadal, terceiro do ranking, e o suíço Roger Federer, o líder, tem grandes chances de ocorrer em Nova York. Os rivais estão a uma vitória fazerem novamente a final de um torneio do Grand Slam do tênis - decidiram em Roland Garros nos últimos três anos, por exemplo. Ambos estão nas semifinais do US Open e, se a chuva que castiga o complexo de Flushing Meadows desde quinta-feira deixar, hoje entram em quadra, como favoritos, para suas batalhas mais difíceis até agora no torneio americano.

O espanhol encara o forte argentino Juan Martín del Potro, sexto do mundo e sobre o qual leva pequena vantagem no retrospecto (quatro vitórias e duas derrotas, justamente nos dois últimos encontros, no Masters 1000 de Miami e em Montreal). "Vou jogar contra um dos jogadores mais em forma do circuito", reconheceu Nadal. "Estou consciente de que vai ser difícil, mas acredito que tenho opções para ganhar."

Nadal teve de esperar três dias para chegar às semifinais. Seu jogo contra o chileno Fernando González estava parado desde quinta-feira por causa da chuva. Ontem, entrou em quadra de forma arrasadora e não deixou o adversário fazer nenhum ponto. Vencia por 7/6 e tinha 3 a 2 no tie-breaker do segundo set. Fechou em 7 a 2 e depois aplicou um pneu para fechar o jogo em 3 a 0. "Não esperava que fosse tão rápido. Mas era a terceira vez que voltávamos à quadra e isso afeta psicologicamente."

Apesar de carregar a boa vantagem de 8 a 4 nos embates com o sérvio Novak Djokovic, o quarto do ranking, a missão de Federer também não será das mais fáceis. O suíço, que ergueu o troféu do US Open nos últimos cinco anos, jogou três vezes com o rival nesta temporada. Ganhou em Cincinnati, mas perdeu em Roma e em Miami.

Eles chegam ao enfrentamento com desempenho semelhante no aberto americano. Ambos perderam apenas dois sets ao longo da competição - foram cinco vitórias. O respeito e a admiração do suíço por Djokovic é tão grande que, no ano passado, ele chegou a apontá-lo com seu sucessor. "Ele vem jogando de forma fenomenal, é o jogador mais completo do momento e será meu sucessor."

Por causa das chuvas, o Grand Slam americano deve ter, pela quinta vez da história, a decisão masculina na segunda-feira. Foi assim no ano passado, nas temporadas de 1962 e 69 (conquistadas pelo australiano Rod Laver) e também em 1938, quando o tenista da casa, Don Budge, ergueu o troféu.

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