Nadal e o desafio de provar que Djokovic não é imbatível

Espanhol encara o sérvio pela terceira vez em uma final de torneio do Grand Slam, hoje, em Nova York

, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2011 | 00h00

NOVA YORK

Quando Novak Djokovic e Rafael Nadal entrarem no estádio Arthur Ashe, hoje, às 17 horas (de Brasília), o mundo do tênis verá, com expectativa, o terceiro duelo dos tenistas entre as últimas cinco finais de Grand Slams. Nesta tarde, Nova York não verá apenas outra decisão do US Open, mas a revanche entre os dois maiores tenistas da atualidade e oportunidade única de o espanhol impor, enfim, uma derrota ao sérvio.

Há um ano, também uma segunda-feira em Flushing Meadows, o espanhol venceu o sérvio em quatro sets para ganhar o único título dos quatro principais torneios de tênis que ainda não havia conquistado. Mas, apenas 12 meses depois, Novak Djokovic virou o jogo: cercou Nadal e derrotou o rival nas cinco partidas em que ficaram frente a frente - todas eram finais.

Djokovic vive uma das temporadas mais incríveis que o tênis mundial já viu. Venceu 63 de seus 65 jogos para conquistar nove títulos. Assumiu a liderança do ranking mundial, deixando para o espanhol a segunda colocação, e acabou com o "duopólio" que Nadal e o suíço Roger Federer exerceram no circuito durante a última década.

O sérvio adquiriu uma outra dimensão este ano. Dono de uma força de vontade única, deu toda a demonstração de sua garra no sábado, quando perdia a semifinal contra Federer por 2 a 0, salvou dois match-points e conseguir virar o jogo. Uma batalha épica. Classificado para o jogo de hoje, o sérvio tem como objetivo ser o 6.º homem da história a conquistar três Grand Slams na mesma temporada.

Desafio. Diante de tal histórico, não há para Nadal outra alternativa a não ser o reconhecimento da superioridade de seu oponente. "Ele tem sido perfeito em todos os aspectos", admitiu o espanhol. "A única forma de derrotá-lo é ser simplesmente espetacular."

Djokovic, porém, não se deixa levar por seu glorioso retrospecto. "Tenho um jogo suficientemente bom para vencê-lo. Já consegui mostrar isso durante o ano e em três diferentes pisos (cimento, grama e saibro)."

Mas o sérvio sabe muito bem quem está do outro lado da rede. "Estamos falando de um jogador que ganhou 10 troféus de Grand Slam e tem apenas 25 anos. Além disso, é um tenista que defende seu título."

Nadal é, também, um modelo de atleta com atitude combativa - mostrou isso na semifinal, quando eliminou Andy Murray. Por isso, não há como descartá-lo da disputa do título.

Sobre sua tática no confronto, Djokovic resolveu fazer piada: "Vou tratar de sacar e devolver", brincou. Nadal, por sua vez, disse que chega ao duelo sem pressão. "Sou consciente de que não sou favorito. Isso me dá uma tranquilidade extra."

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