Nadal fatura o bi e fala em recomeço

Espanhol joga bem, bate Nalbandian na decisão no Ibirapuera e espera que conquista marque nova fase na sua carreira

AMANDA ROMANELLI, NATHALIA GARCIA, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2013 | 02h04

Oito anos depois, Rafael Nadal voltou ao Brasil para novamente ser campeão. O ex-número 1 do mundo, em fase de recuperação de uma lesão no joelho esquerdo, derrotou ontem o argentino David Nalbandian na decisão de seu segundo Brasil Open.

Diante de um Ibirapuera superlotado e com toda a torcida a seu favor - de anônimos a estrelas como Ronaldo e Anderson Silva -, o espanhol teve a melhor atuação em seu retorno às quadras e venceu por 6/2 e 6/3, em 1h18.

Em São Paulo, Nadal conquistou seu 51.º título da carreira, o 37.º no saibro. Afirmou que valoriza todos os muitos troféus que já levantou, mas que o de ontem tem significado distinto, em função das circunstâncias.

"É muito bom voltar ao Brasil e vencer outra vez. Em 2005, (o título) marcou o começo de todos esses anos bonitos. E tomara que esse, de hoje (ontem), marque um recomeço", lembrou o espanhol, citando a conquista na Costa do Sauipe, então a segunda de sua carreira vencedora.

A entrada de Nadal na quadra do Ibirapuera foi cercada por expectativa. Afinal, na noite de sábado, o tenista havia sofrido para derrotar o azarão Martin Alund, lucky loser do torneio que chegou à semifinal. Desanimado apesar da vitória, o espanhol dizia que seu joelho estava doendo muito. "Sofri a semana toda, com problemas no joelho todos os dias. Mas hoje (ontem) foi quando me senti melhor."

Essa condição mais favorável foi visível. No primeiro set, Nadal não deu chances a Nalbandian, que também volta de um período de inatividade por causa de uma lesão no abdome. Mas, na segunda parcial, o espanhol chegou a estar perdendo por 3/0. A diferença é que teve fôlego e condições físicas para tirar a desvantagem e vencer. Até o rival atestou que Nadal foi superior. "Rafa jogou melhor, tomou a iniciativa nos pontos."

Mesmo com três finais em dois torneios disputados - em Viña del Mar, semana passada, foi vice em simples e duplas -, Nadal ainda não tem expectativas a longo prazo.

Depois do título no Brasil, descansará uma semana antes de estrear em Acapulco. A possibilidade de desistir de torneios em quadras duras, como Indian Wells e Miami, é real. "Quero celebrar o título, jogar em Acapulco e mais nada. Não estou em condições de pensar longe."

Bruno Soares é campeão. No primeiro dia em que atuou na quadra central do Ibirapuera, Bruno Soares conquistou o título de duplas com Alexander Peya. O brasileiro e o austríaco derrotaram o checo Frantisek Cermak e o eslovaco Michal Mertinak por 6/7 (7-5), 2/6 e 10/7.

Para Soares, foi o terceiro título do Brasil Open - havia vencido em 2011 e 2012 - com o terceiro parceiro diferente. Mas a parceria com Peya, iniciada em julho do ano passado, vem dando frutos. E a dupla, que já disputou sete finais e conquistou quatro títulos, começa a pensar em voos mais altos.

Campeão de duplas mistas do US Open em 2012, o brasileiro acredita que, com Peya, já pode pensar em chegar a ganhar outro Grand Slam ou um Masters Series. "A gente evoluiu. Estamos jogando um nível de tênis para ganhar um torneio maior. Estamos preparados para beliscar um 'grandão'."

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