Antonio Calanni/AP
Antonio Calanni/AP

Nakata elogia Neymar e diz que Japão pode surpreender nas Confederações

Ex-meia está no Brasil para trabalhar como comentarista de uma tevê japonesa, a NHK

LUÍS AUGUSTO MÔNACO, Agência Estado

13 de junho de 2013 | 09h05

RIO - Um dos maiores nomes da história do futebol japonês - se não for o maior - o ex-meia Hidetoshi Nakata está no Brasil para trabalhar como comentarista para uma tevê de seu país, a NHK. Na tarde de quarta-feira ele esteve no Engenhão vendo o treino da Itália, e durante conversa com alguns jornalistas fez uma revelação surpreendente: por ter vivido muitos anos na Europa, ele se impôs a tarefa de aproveitar o tempo livre que passou a ter depois de ter encerrado a carreira para mergulhar fundo no aprimoramento de seus conhecimentos sobre a cultura japonesa.

"Fiz uma lista de 47 cidades que queria visitar, e nos últimos quatro anos já estive em 44", contou. "São cidades no interior. Converso com artesãos, camponeses e pessoas mais velhas para saber de seus hábitos e costumes. Tem sido uma experiência muito enriquecedora." Como parte do processo de sua reaproximação com o Japão ele lançou um saquê que leva o seu nome.

Nakata fala italiano fluentemente, fruto dos seis anos que viveu no país. Ele jogou no Perugia, Roma, Parma, Bologna e Fiorentina. Chama Alberto Zaccheroni, o italiano que dirige a seleção japonesa, de "Zac" - como o técnico é conhecido na Itália. E saiu em defesa de Balotelli. "Dizem que ele é polêmico, como se isso fosse algo negativo. Grandes jogadores como ele sempre chamam muito a atenção e têm personalidade forte. O importante é que, pelo menos na minha opinião, hoje existem poucos jogadores com a sua qualidade."

O japonês também gosta muito de Neymar, a quem viu jogar de perto no amistoso que o Brasil disputou domingo passado com a França em Porto Alegre. E acha que ele chega no momento certo ao Barcelona. "Neymar é muito bom, sem dúvida o principal jogador da seleção brasileira. O Barcelona, que é um time que amo ver jogar por seu estilo, teve dificuldades na temporada passada e precisava de mudanças. A chegada de Neymar pode acrescentar muito ao time, mas será preciso dar um tempo a ele para se adaptar à nova realidade."

Ao falar sobre as chances do Japão num grupo que tem Brasil, Itália e México, ele disse que seus compatriotas poderão criar problemas para os favoritos por estarem com a cabeça tranquila graças à conquista da vaga para a Copa do Mundo. "O Japão está em ritmo de competição e entrará em campo leve por ter acabado de atingir uma meta importante. Quando um jogador entra em campo com a cabeça boa tem mais chance de render bem."

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