Nalbert ainda quer o ouro olímpico

Nalbert, 29 anos, é o capitão, o líder e a alma de uma seleção brasileira de vôlei que conquistou seu primeiro título mundial em outubro do ano passado, em Buenos Aires. Agora, em Madri, volta a comandar o time, em busca de uma nova conquista ? desta vez na Liga Mundial. A fase final começa nesta terça-feira e o Brasil enfrenta, pela ordem, Bulgária, Rússia e Itália, no grupo considerado bem mais forte que o outro, com a Espanha, que tinha vaga assegurada como país-sede da final, República Checa, Grécia e Sérvia e Montenegro. Com passagem no Japão e jogando agora na Itália, Nalbert nasceu no Rio de Janeiro em 9 de março de 1974 e esteve em grande parte da maioria dos títulos do Brasil na última década. É o único jogador campeão do mundo em três categorias: cadete, em 1991, com 17 anos; juvenil, em 1993, e adulta, em 2002. Nalbert ainda quer o ouro olímpico em Atenas/2004, antes de jogar vôlei de praia. A primeira vez que vestiu a camisa da seleção brasileira foi no Mundial Cadete em Portugal/91. O Brasil foi campeão; Nalbert, eleito o melhor jogador. ?A partir daí eu tive certeza de que seria um jogador profissional de vôlei. Nos anos 80 eu já era um menino fascinado pelo primeiro boom de nossa seleção.? Renan e Bernard foram seus ídolos na adolescência, assim como o jogador de futebol Zico. Como capitão da seleção, tem ?grande responsabilidade?, principalmente ? como explica, porque é um ponto de referência na quadra. Sobre o treinador Bernardo Rezende, diz: ?A mentalidade, filosofia e a atitude da seleção mudou muito. Agora somos uma equipe com mais confiança e segurança em nosso jogo.? Seu nome surgiu de duras discussões de seus pais. ?Entre Arnaldo e Cobert, quando eu já estava para nascer, decidiram pegar três letras de um (Nal) e quarto do outro (bert).?

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