Nalbert vem ao Brasil para ser examinado

Abalado com a ruptura total de um dos tendões do ombro esquerdo, Nalbert deixa nesta quinta-feira a Itália e deve chegar à noite no Rio de Janeiro, onde será examinado por três médicos - tudo indica que o capitão da seleção brasileira masculina de vôlei terá de passar por cirurgia. Se isso acontecer, estará fora da Liga Mundial, que começa em maio, e corre o sério risco de desfalcar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Atenas, em agosto.O médico da seleção, Álvaro Chamecki, conversou nesta quarta-feira com o jogador. "O Nalbert vem amanhã para o Brasil. Pega um vôo diurno e deve chegar à noite no Rio. Na sexta-feira à tarde devemos ter uma posição do que será feito", explicou.O primeiro exame realizado na Itália apontou a ruptura total de um dos tendões do ombro esquerdo, mas Álvaro Chamecki prefere avaliar pessoalmente o jogador. "Ele vai ser examinado por mim e por outros dois médicos, passando por ressonância magnética. O resultado do exame que foi feito na Itália apontou que o caso é cirúrgico, mas vamos avaliar para ver o que vai ser melhor para ele. Caso tenha realmente de passar por cirurgia, Nalbert terá de decidir se vai se tratar aqui ou na Itália", disse o médico da seleção. "O tempo de recuperação para esse tipo de operação vai de quatro a seis meses, depende de cada um."O site do Macerata, clube onde o brasileiro atua, é mais otimista: aponta que em três meses o atleta possa estar de volta às quadras.Nesse caso, Nalbert ainda teria condições de integrar a seleção que disputará a Olimpíada. Outro ponto a favor é que a lesão foi no ombro esquerdo e ele é destro.Jorge Assef, empresário do atleta, admite que Nalbert ainda está abalado com a possibilidade de ficar fora da Olimpíada. "Falei com ele hoje de madrugada. Sinceramente, não sei avaliar como está o lado emocional dele. Claro que isso foi um grande impacto, já que o Nalbert nunca teve uma contusão grave na carreira como essa que aconteceu", contou.O empresário, que também cuida da carreira de vários outros atletas da seleção brasileira, pediu que todos dessem força ao capitão da equipe. "Disse a todos que ligassem para falar com o Nalbert, mas poucos estavam conseguindo. Acho que ele só deve falar alguma coisa sobre o caso quando chegar ao Rio de Janeiro", revelou. Sobre o tratamento do jogador, Assef afirmou: "A estrutura que ele tem na Itália é fantástica, caso queira fazer a recuperação lá. Por outro lado, ele confia demais nos profissionais que estão aqui no Brasil. Não sei o que ele vai decidir." Nalbert se contundiu domingo, no segundo set do jogo entre Macerata e Ferrara, vencido pela equipe do brasileiro, por 3 a 1.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.