Namoro com Real começou em 2005, aos 13 anos

Neymar foi levado pelo empresário Wagner Ribeiro, que negociava Robinho com o time merengue

LUÍS AUGUSTO MONACO, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2011 | 06h05

Durante toda a disputa com o Real Madrid o Barcelona julgou contar com a preferência de Neymar. Mas no final das contas foi a escolha feita pelo garoto e sua família que decidiu a parada para os merengues. O Santos se comprometeu a respeitar a sua vontade e lhe deu o direito à ultima palavra. E foi isso o que aconteceu.

No primeiro semestre, assim que o presidente santista Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro anunciou que autorizava os clubes interessados em contratar Neymar a procurá-lo, o empresário Wagner Ribeiro disse ao Estado que só Real e Barça agradavam a Neymar (na época falava-se também de Manchester City, Chelsea e o russo Anzhi). E usou a seguinte frase para ilustrar a situação: "Escolher entre esses clubes é como escolher entre um Porsche e uma Ferrari. É questão de gosto de quem escolhe."

E o gosto de Neymar e sua família já pendiam para o Real. Em 2005, quando colocou Robinho no clube - que na época tinha o mesmo presidente de hoje, Florentino Perez -, Wagner Ribeiro levou Neymar, então com 13 anos, para um período de treinos.

Foi a primeira viagem de avião do garoto, que nem sonhava em tornar uma máquina de fazer dinheiro. O Real queria ficar com ele, e propunha levá-lo com toda a família - como o Barcelona fez com Messi. Ele só não foi porque o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, deu R$ 1 milhão de luvas para o pai de Neymar e começou a pagar um salário de R$ 25 mil.

A palavra de Mourinho. A ligação com o Real começou ali. Agora, Neymar se sentiu mais desejado pelo clube branco do que pelo Barça. Florentino e o técnico José Mourinho sempre deixaram claro que o queriam o mais rápido possível - e ambos lhe disseram isso mais de uma vez por telefone. A ideia era levá-lo na janela de transferências que se fechou dia 31 de agosto, mas o craque quis ficar para jogar o Mundial em dezembro.

Pelo lado do Barcelona, a conversa era sempre para ele ir em janeiro de 2013. O técnico Pep Guardiola disse ao presidente Sandro Rosell que para esta temporada preferia que o clube investisse para contratar Fábregas e Alexis Sánchez, por entender que o atacante chileno já está adaptado ao futebol europeu.

Além disso, o pai de Neymar sempre se sentiu tratado com muita atenção pelos dirigentes do Real todas as vezes em que esteve na capital espanhola.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.