'Não basta ser bom do meio para a frente'

Quais eram os pontos fortes

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2013 | 02h07

da equipe que ganhou a Copa América em 1993?

A base se formou na Copa América de 1991. O técnico Alfio Basile montou uma equipe e depois foi agregando nomes como Redondo e Caniggia. E ainda tinha o Maradona à disposição. Hoje em dia os treinadores são mais selecionadores, porque não há tempo para treinar.

Por que a Argentina está há tanto tempo sem ganhar títulos?

Não encontro explicação. Sempre surgiram jogadores de qualidade, a Argentina disputou vários torneios e faltou pouco para voltar a conquistar o título. Não encontro uma razão ou um fator determinante para essa falta de conquistas. Não sei nem se existe uma justificativa.

Faltaram goleiros bons para suceder você?

Acho que sim. Mas, no meu caso, vivi uma época maravilhosa na seleção e isso me ajudou. Fui vice-campeão do mundo, ganhei duas Copas América, Copa King Fahd, a antecessora da Copa das Confederações, e joguei outros torneios. Isso me ajudou a ter um bom nível porque boas campanhas fazem ressaltar atuações individuais.

A geração atual tem chance de acabar com o jejum de conquistas?

Temos Messi, Higuaín, Di María e Agüero, todos de primeiro nível e que fazem a diferença. Mas eles têm de ser acompanhados por outros bons jogadores. Não basta ser bom somente do meio de campo para a frente. É certo que o Messi que vai jogar a próxima Copa do Mundo vai estar muito melhor emocionalmente e tecnicamente.

O povo argentino tem cobrado muito a seleção?

Estamos vivendo uma etapa similar à que o Brasil viveu entre 1970 e 1994. Temos a mesma paixão dos brasileiros e ficamos sem paciência, mas com a esperança de que a seleção conta com bons jogadores. A exigência sempre será muito grande.

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