Red Bull Content Pool/Divulgação
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'Não deixem o velhinho chegar', brinca Adriano com Medina e Filipinho

Surfista brasileiro se prepara para a disputa da terceira etapa do Circuito Mundial em Margaret River, na costa oeste da Austrália

Entrevista com

ADRIANO DE SOUZA

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2015 | 19h22

A terceira etapa do Circuito Mundial de Surfe começa nesta quarta-feira em Margaret River, na Austrália (primeira chamada será às 20h desta terça-feira no horário de Brasília), com oito brasileiros: Gabriel Medina, Filipe Toledo, Adriano de Souza, Miguel Pupo, Jadson André, Wiggolly Dantas, Italo Ferreira e Alejo Muniz, que foi convidado pela organização.

A previsão é de grandes ondas de até 6 metros neste início de etapa, que tem prazo para terminar até 26 de abril. Como os dois eventos anteriores tiveram um mar bastante irregular, a expectativa dos surfistas é muito grande. Além da etapa masculina, a feminina será realizada no mesmo período e o Brasil conta com a presença de Silvana Lima, que enfrenta Tyler Wright e Laura Enever na primeira fase.

Terceiro colocado do ranking mundial, Adriano de Souza, o Mineirinho, vai confiante para mais uma disputa. Ele está em sua décima temporada entre a elite do surfe e acredita que o campeão mundial terá de manter uma regularidade grande no ano. E para seus amigos Gabriel Medina e Filipe Toledo, ele avisa: "não deixem o velhinho chegar".

Você está completando 10 anos de Circuito Mundial. Como se sente sendo um veterano em um momento ótimo do surfe brasileiro?

Para ser sincero, não me sinto um veterano! Tenho 29 anos de idade e muita lenha para queimar! Por ser o mais experiente de todos, claro que sinto responsabilidade em fazer bonito e me sinto muito feliz em começar o ano dessa forma na água após meses tão difíceis de lesões e perdas como a do Ricardinho dos Santos, meu anjo da guarda que está comigo lá do céu.

Qual a expectativa para a terceira etapa, em Margaret River?

Fui muito bem lá no ano passado antes da série de lesões. Terminei em terceiro e este é o mínimo que quero conseguir neste ano. Se possível, quero ir muito bem para poder disputar a etapa do Rio de Janeiro, daqui um mês, com a camisa 

Quem você coloca na disputa do título mundial? É muito cedo para projetar alguma coisa?

Acredito que os brasileiros estão muito bem nessa briga, mas é verdade, eu acho ainda cedo para apostar. Todos têm chances, todos têm muito potencial e será uma briga dura até o fim do ano. Consistência será a chave nesta temporada.

Como está a relação dos brasileiros nas etapas?

Está boa. Todos são muito competitivos, mas todos se respeitam e se dão bem. Já que você me chamou de veterano, vou deixar um recado pro Medina e pro Filipe: não deixem o velhinho chegar! Hahaha!

Você percebe alguma mudança em relação aos torcedores e outros surfistas após o título do Gabriel?

Essa geração é mais preparada e o público está vendo isso na prática. Todos são muito novos e já têm muito tempo de estrada. Completo em 2015 dez anos de circuito e ainda estou bem novo e com muito chão pela frente. Esta será uma geração duradoura e que já está gerando frutos em novos talentos, que certamente proporcionará novas gerações futuras ainda melhores preparadas e competitivas. Acho que temos um futuro muito bonito pela frente.

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