Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

'Não me importo de morrer pelo Palmeiras', diz Arnaldo Tirone

PRESIDENTE PRUDENTE - O presidente Arnaldo Tirone isentou os jogadores de culpa depois da derrota para o Fluminense e aproveitou os microfones para desabafar. O dirigente afirmou que se for para os torcedores armarem alguma emboscada, que ele seja o alvo, e que não tem medo de morrer.

Daniel Batista e Paulo Galdieri, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2012 | 02h03

"Todo mundo vai morrer um dia. E não me importo de morrer agora, porque se for morto vai ser pelo Palmeiras. Pelo menos se eu morrer vai sair no jornal que o presidente Arnaldo Tirone morreu", desabafou.

Durante a semana, o presidente recebeu ligações e mensagens dizendo que sua vida estaria em risco em caso de rebaixamento. A diretoria também reforçou a segurança dos jogadores.

"A fase é dificílima, mas o que você quer que eu faça? Não saiu nenhum jogador e os nossos estão se machucando. Não é culpa minha", disse Tirone, que continuou a negar que fosse o principal responsável pela situação. "Não sei onde errei. Fomos campeões há três meses. Tivemos alguns ganhos nesses dois anos. Temos três jogos ainda."

Apesar das ameaças, o clima em Presidente Prudente foi de paz. A Polícia Militar armou um esquema especial para evitar confusão no estádio, e o público de apenas 8.461 torcedores ajudou no controle.

Depois do apito final, alguns torcedores, ainda no estádio, passaram a xingar todos os jogadores e a diretoria. Alguns palmeirenses mais exaltados chegaram a tentar invadir o gramado, mas o Batalhão de Choque estava no lado de dentro do campo e evitou a confusão.

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