Não passa quase nada na defesa

O goleiro Tiago fica com a luva de ouro e o reserva Franklin garante título; o pivô Schumacher é destaque

Giuliander Carpes, RIO, O Estadao de S.Paulo

20 de outubro de 2008 | 00h00

Famosa por sua força no ataque, a seleção brasileira queria ser reconhecida neste Mundial pela defesa. Conseguiu. Tomou apenas oito gols. Se a segurança lá atrás começa com o goleiro, o Brasil contou com duas peças especiais. Tiago levou a "luva de ouro" por ser o melhor atleta de sua posição no campeonato e ainda ficou em terceiro na eleição do melhor jogador. E o veterano Franklin, 37 anos, encerrou seu ciclo com a amarelinha defendendo dois pênaltis na decisão. Baixe o papel de parede da seleção brasileira, campeã mundial de 2008"Não adiantava nada ser o melhor goleiro sem o título", admite Tiago. "Mas fico muito feliz em recebê-lo e saber que os outros goleiros estão também se espelhando em mim." A seleção ainda tem Franklin, o herói da partida decisiva. Os dois goleiros são companheiros de quarto e de equipe, o Jaraguá do Sul. Decidiram juntos quem ficaria no gol em caso de decisão por pênaltis. "O Franklin tem maior envergadura (1,81 m) do que eu (1,73 m)", explicou o titular. "O Tiago entrou muito bem no time e mereceu todos os prêmios que recebeu", elogiou o colega, titular da seleção em 2004. "Mas consegui contribuir no momento mais importante." Para completar a "defesa dos sonhos", o fixo Schumacher foi eleito o segundo melhor jogador do Mundial. Se os goleiros de maior destaque na competição são brasileiros, os maiores goleadores do Mundial também. Da mesma forma, os três melhores jogadores nasceram no Brasil. Não bastasse levar o título, todos os prêmios individuais concedidos no campeonato foram para atletas da casa. Apenas Pula, naturalizado russo, artilheiro da competição com 16 gols, não vestiu verde-amarelo na entrega dos troféus."Ficou mais claro que água a força que o futsal do Brasil tem", analisou o capitão Vinicius. "Recuperamos o respeito internacional. É uma equipe diferente. Jogou bem o campeonato todo, foi agressiva na defesa e também no ataque", afirmou o técnico Paulo César de Oliveira.No ataque, o poderio de sempre. Falcão, apesar de ter se lesionado e ficado de fora de quase toda a final, levou pela segunda vez o título de melhor jogador. Ele ainda marcou 15 gols e ergueu a "chuteira de prata" do campeonato. "Hoje me sinto totalmente realizado." A terceira colocação na artilharia coube a Lenísio, também do Jaraguá, com 11 gols.OS PREMIADOS Bola de ouro (melhor jogador): Falcão Bola de prata: Schumacher Bola de bronze: Tiago Chuteira de ouro (artilheiro): Pula (Rússia) - 16 gols Chuteira de prata: Falcão - 15 gols Chuteira de bronze: Lenísio - 11 gols Luva de ouro (melhor goleiro): Tiago

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.