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'Não ser favorito deve ser motivação', pede Bernardinho

Técnico da equipe masculina vê com bons olhos o fato de o Brasil não ser o time a ser batido em Londres

Agência Estado, AE

23 de julho de 2012 | 08h57

SÃO PAULO - A seleção brasileira masculina de vôlei embarcou no fim da noite deste domingo para Londres sem levar na bagagem um favoritismo que se tornou algum comum à equipe nas últimas edições olímpicas. Tanto em Atenas/2004 quanto em Pequim/2008, o time do técnico Bernardinho era o grande favorito à medalha de ouro. Agora, a má fase impede o mesmo status.

"Não estar no rol dos favoritos é uma situação nova e temos que usar isso como fonte de motivação. Vamos fazer o que for necessário para fechar bem um ciclo. Os jogadores são merecedores disso. Não nos consideramos melhores do que ninguém. Sempre nos preparamos e conseguimos o resultado no final. Vamos ver se conseguimos mais uma vez", disse Bernardinho.

Dos 12 jogadores que desembarcam logo mais em Londres, cinco têm no currículo um ouro olímpico, dos Jogos de Atenas: Giba, Rodrigão, Ricardinho, Serginho e Dante. Outros dois também estiveram em Pequim (Murilo e Bruno), enquanto Wallace, Vissotto, Lucão, Sidão, Thiago Alves são estreantes.

"Talvez essa seja, para muitos de nós, a Olimpíada que gera maior ansiedade. Alguns têm a convicção de ser a última. Para outros, há uma grande responsabilidade pela cobrança da torcida. Queremos dar uma resposta bacana aos torcedores, trazer a medalha que eles tanto esperam. E temos um grupo experiente, maduro e que vai saber controlar a ansiedade e usar esse ponto a nosso favor", avaliou Bernardinho.

Um que fatalmente não estará nos Jogos do Rio e, em Londres, fará sua última Olimpíada é o líbero Serginho, que aposta na experiência para ajudar o Brasil a chegar ao terceiro ouro olímpico da sua história. "Agora é Olimpíada. Um campeonato que acontece só de quatro em quatro anos e quando tudo muda. Já senti o gosto de ser campeão olímpico e sei como é. Já perdi uma final olímpica e também sei como é. Então, atleta não pode economizar nos Jogos Olímpicos. Agora é hora de ir para lá, estar feliz e tentar buscar esse tricampeonato para o Brasil."

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