''Não sou mágico, quero conter a expectativa''

Paulo Nobre

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2011 | 00h00

Outro candidato da situação, da chamada Terceira Via

Quais os planos de governo?

A primeira coisa a ser feita é separar o departamento social do futebol. Assim, formamos dois grupos, com um diretor financeiro remunerado de cada lado. Só assim podemos conseguir descobrir o vilão da dívida para conter o prejuízo e cortar os gastos desnecessários. Acredito que eu consiga fazer cair de 22% para 12% os juros de nossas dívidas.

E como será seu projeto?

Temos primeiro de saber o que o torcedor valoriza. Um anseio de todos é participar da vida política e escolher o presidente. Minha ideia é ter eleição em dois turnos. O 1.º seria do Conselho Deliberativo, que escolheria dois de oito candidatos, por exemplo. Aí, a Assembleia Geral, formada por sócios do clube e os sócios-torcedores, votaria. Eu vejo hoje que tenho aprovação de 95% da torcida, isso me deixa feliz, mas não cria ilusão. O Paulo Nobre não é mágico. Quero conter essa expectativa.

O que dizer da gestão Belluzzo?

O ponto positivo é que as receitas cresceram neste período. E o negativo é que as despesas acompanharam. Não sei até que ponto ele ficou engessado com compromissos políticos.

É possível acabar com as brigas políticas no clube?

Acho oposição uma coisa saudável. Por mais que você tente acertar, a oposição enxerga defeitos que você não vê. O problema é a maneira que a oposição age. É possível pacificar o clube. Quem ganhar tem de ter a liberdade de convidar qualquer cabeça de outro grupo. É prepotência achar que só tem gente boa do seu lado.

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