Uma das contratações mais caras do Palmeiras nos últimos anos (foi comprado do Werder Bremen por uma empresa, que pagou R$ 14,5 milhões), o volante Wesley começa a temporada como um dos responsáveis por reerguer o time. O jogador tenta compensar o ano de 2012, praticamente perdido por causa de uma grave lesão no joelho direito e depois por uma contusão na coxa esquerda.

Entrevista com

21 de fevereiro de 2013 | 02h09

Em entrevista ao Estado, o volante fala sobre o bom início da equipe, questiona a saída de Barcos e o fato de ser chamado de "fominha" pelos torcedores. Ele admitiu ainda que recebeu sondagens de outros clubes, mas não quis nem ouvir por respeito ao Palmeiras.

Como você está vendo o

momento da equipe?

A nossa motivação vem da forma como a gente conseguiu conquistar os resultados naturalmente. A equipe está unida e a nossa pré-temporada foi excelente, o que facilitou muito a nossa evolução.

Não te incomoda ouvir

declarações de gente falando mal do Palmeiras?

Crítica é algo normal. Acho que não temos de ficar dando ouvido para as críticas de fora. Estamos trabalhando duro para dar o máximo e a melhor resposta que podemos dar ao torcedor é dentro de campo.

No clássico, por exemplo, todo mundo colocava o Corinthians como franco favorito. Como

vocês lidaram com isso?

Nós nos preparamos como se fosse um clássico qualquer, mas a nossa autoestima era muito grande e conseguimos mostrar que, com humildade, raça e vontade, podemos jogar de igual para igual com qualquer time. O futebol está muito nivelado. A diferença entre os times não é tão grande como parece.

Embora tenha dado duas

assistências, muitos torcedores reclamaram que você prendeu demais a bola. Você é fominha?

É uma pena que não saímos com a vitória naquele jogo. Talvez se eu tivesse passado a bola, teríamos vencido. Mas está tudo tranquilo. Em relação ao lance de prender a bola, não foi de maldade. Foi coisa do calor do jogo, eu abaixei a cabeça e não vi o Souza. Mas acontece. Já conversei com ele e está tudo bem. O importante é que consegui ajudar o time dando duas assistências.

Acha que está em dívida

com o Palmeiras?

Tenho uma dívida comigo mesmo. Eu pagando essa dívida, o Palmeiras ganha. Fico feliz por não ter mais dores e poder praticar o meu futebol como tentei fazer no ano passado.

Teve propostas para sair?

Eu sou um cara muito correto, tanto é que antes de o Palmeiras cair, eu fui o primeiro a falar que iria permanecer, já que nem joguei no ano passado e começar com picuinha daqui e ali e não seria o correto. Até pedi para o meu procurador ficar tranquilo e nem conversar com ninguém, embora ele tenha recebido ligações de alguns times. Pedi para ele agradecer o convite, mas o meu foco era totalmente no Palmeiras.

O Barcos saiu do Palmeiras porque achou que ficaria

escondido e não teria mais

chance na seleção argentina.

Jogar a Série B te incomoda?

Cada um administra a vida da maneira que acha melhor. Ele achou que fez bem assim. Sabemos como futebol é complicado e quantas coisas estão envolvidas. Temos de respeitar a decisão dele, mas temos alguns exemplos aqui dentro mesmo, como o Marcos, que conseguiu ir para a seleção estando na Série B, então isso é relativo. Mas torço para que ele seja feliz. Uma coisa que posso garantir é que não me arrependo de ter vindo para o Palmeiras, nem de ficar nesta temporada. Pelo contrário. Se Deus me deu a oportunidade de estar aqui, tenho de aproveitar.

Como está sendo atuar em uma posição que você já disse que não é sua preferida?

Eu tento ajudar da melhor maneira possível. O professor sabe que eu gosto de jogar de segundo volante, posição que eu tive sucesso no Santos em 2010, tanto que cheguei à seleção brasileira jogando assim. Mas eu estou disposto a ajudar da forma que o professor achar melhor.

Onde o Palmeiras pode

chegar nesta Libertadores?

Como diz o ditado, o futebol é uma caixinha de surpresas. Nunca sabemos o que pode acontecer. Temos de viver um dia de cada vez e pensar na vitória para aquele jogo. Conseguindo, vamos avançando.

Então a meta é pensar no

Libertad antes da classificação?

Sim. Acho que temos de jogar como jogamos no primeiro jogo (contra o Sporting Cristal). Tem de obedecer o que o professor pede e sempre jogar com raça. Mas antes tem o jogo contra o Barbarense, domingo.

Tem algum receio para fazer movimentos?

Agora estou tranquilo e confiante para fazer qualquer movimento e ainda dar muito orgulho para a torcida palmeirense.

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