''Não temos jogado o suficiente'', diz Rogério Ceni

É uma afirmação impossível de ser ignorada. Rogério Ceni tem sete Libertadores nas costas e foi campeão em 2005. O capitão sabe que, se o futebol apresentado pelo time não evoluir, o São Paulo não vai muito longe na competição. E esse é o momento exato para sacudir os companheiros. As oitavas de final começam na próxima semana. A partir de agora qualquer vacilo pode significar o fim da linha no sonho de conquistar o tetra continental.

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2010 | 00h00

"Precisamos nos dedicar mais para sermos mais competitivos. Temos de evoluir. É um fato e um problema nosso. Precisamos evoluir como um time. O que estamos jogando ainda não é suficiente para que o São Paulo se sinta favorito. É uma constatação", cobrou.

As críticas podem ser interpretadas de maneira negativa. Mas Rogério Ceni sabe muito bem o que faz. Ele não é o capitão do time por acaso e não está próximo de alcançar 900 jogos pelo São Paulo à toa. "Também tenho meu papel e preciso exercê-lo. O time é sempre o reflexo do comportamento do seu capitão. Vou me doar mais e falar mais."

O camisa 1 ainda vê o time vulnerável defensivamente. Embora não tenha sofrido gols contra o Once Caldas, os colombianos, em certo momento da partida, pressionaram o adversário dentro do Morumbi e só não marcaram porque Rogério Ceni evitou. A vitória foi por 1 a 0.

"Precisamos nos recompor mais rápido na defesa. É necessário se doar mais, atuar de maneira mais compacta. Quando não estivermos de posse da bola, o nosso posicionamento defensivo precisa melhorar", exemplificou o capitão, que elogiou o comportamento ofensivo. "Lá na frente estamos muito bem servidos. Temos jogadores rápidos, como Marlos, Dagoberto e Fernandinho, além do Washington, que não é rápido, mas tem excelente posicionamento."

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