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Nas motos, espanhola pode entrar para a história do Rali Dacar

Oitava colocada nas motos, Laia Sanz termina neste sábado a edição 2015 da prova na cidade de Buenos Aires, na Argentina

Estadão/Vipcomm

15 de janeiro de 2015 | 23h03

Depois de 9.308 quilômetros para motos e quadriciclos, 9.112 km para carros e 8.181 km para caminhões, o Rali Dacar termina neste sábado (17), em Buenos Aires, com grandes chances de mais uma mulher entrar para a história da competição. A espanhola Laia Sanz, da equipe HRC (Honda Racing Corporation), precisa chegar em até o nono lugar na classificação geral para desbancar a francesa Christine Martin, que terminou o rali em 10.º, em 1981.

Nesta quinta-feira (15), depois da 11.ª etapa, entre Cachi e Termas do Rio Hondo, na Argentina, Laia chegou em 14.º com a Honda CRF 450 Rally e está em oitavo no tempo acumulado, 2h13min atrás do líder e tetracampeão Marc Coma, da KTM. O melhor resultado dela na atual edição da prova foi uma quinta colocação na oitava especial, superando o próprio Coma, em nono, e o campeão Mundial de Rally Cross Country 2013, Paulo Gonçalves, da Honda, em 15.º.

Laia busca esta façanha desde o Dacar de 2011, quando foi a melhor mulher nas motos, com a 39.ª colocação. Em 2012, a mesma posição do ano anterior, e 93.ª em 2013. No ano passado, teve uma grande evolução com o 16.º lugar. "Hoje já dá para pensar em chegar entre os 10 primeiros, embora ainda faltem duas etapas. Muita coisa pode acontecer. Estou muito concentrada e tenho uma ótima equipe", disse Eulalia, o nome verdadeiro dela.

A SUPER MULHER

Laia começou a andar de moto aos quatro anos de idade. Tempos depois, a garotinha de Barcelona se transformou na "Super Mulher" e é uma lenda do Trial, modalidade que exige muita habilidade e equilíbrio para superar obstáculos naturais e artificiais. Ela ganhou tudo o que se pode imaginar na categoria feminina, com 13 títulos mundiais e 10 europeus. Depois do Trial, partiu para o Enduro, onde faturou três títulos mundiais.

O piloto da Espanha é o centro das atenções no Dacar. Todos querem entrevistá-la, filmá-la e tirar fotos. Um fenômeno. Ela também aproveita as redes sociais para fazer marketing e chamar ainda mais a atenção da imprensa e dos fãs. Numa das fotos no Instagram, colocou uma imagem quando fazia massagens no box da HRC.

AS MULHERES NO DACAR NAS MOTOS

1979 - Martine de Cortanze (França/Honda) – 11.ª

1981 - Christine Martin (França/Honda) - 10.ª

1982 - Nicole Maitrot (França/Honda) - 14.ª

1984 - Veronique Anquetil (França/Yamaha) - 15.ª

1991 - Patricia Scheck (Alemanha/Suzuki) - 41.ª

1996 - Andrea Mayer (Alemanha/KTM) - 45.ª

1999 - Andrea Mayer (Alemanha/BMW) - 32.ª

2000 - Elisabette Jacinto (Portugal/KTM) - 49.ª

2001 - Andrea Mayer (Alemanha/BMW) - 30.ª

2002 - Andrea Mayer (Alemanha/KTM) - 23.ª

2005 - Ludivine Puy (França/KTM) - 97.ª

2007 - Ludivine Puy (França/KTM) - 44.ª

2009 - Mirjam Pol (Holanda/Honda) - 53.ª

2010 - Annie Seel (Suécia/KTM) - 45.ª

2011 - Laia Sanz (Espanha/Honda) - 39.ª

2012 - Laia Sanz (Espanha/Gas Gas) - 39.ª

2013 - Laia Sanz (Espanha/Gas Gas) - 93.ª

2014 – Laia Sanz (Espanha/Honda) – 16.ª

ALEMÃ JÁ VENCEU NOS CARROS

1997 - Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Buggy) - 5.ª

1999 - Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Mitsubishi) - 3.ª

2000 - Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Mitsubishi) - 5.ª

2001 - Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Mitsubishi) - 1.ª

2002 - Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Mitsubishi) - 2.ª

2004 - Andrea Mayer (Alemanha/Mitsubishi) - 5.ª

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