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Nascimento da filha motivou Giba

Giba marcou 126 pontos na Olimpíada, 20 no último jogo contra a Itália, o da medalha de ouro, e foi eleito o melhor jogador do torneio de vôlei olímpico. "Fui para todas as bolas como se fossa a última bola." Gilberto Godoy Filho, de 1,93 m e 28 anos, disse que sua principal motivação no torneio foi o nascimento da filha Nicoll, que teve com a também jogadora de vôlei, a romena Cristina Pirv, no dia 18, quando já estava na Olimpíada. Giba considera estar vivendo o melhor momento da vida. "Tenho saúde, a dádiva de ser pai, a medalha de ouro e o título de melhor jogador. Jogador nenhum, homem nenhum pode querer mais do que isso, sucesso profissional e pessoal", afirmou Giba. O atacante, que está há nove anos na seleção, sente-se motivado a fazer mais um ciclo olímpico. Mas, exausto, por esse "vai e volta" que implica jogar na seleção brasileira e no campeonato italiano, "dessa vez gostaria de ter pelo menos duas semanas de férias", comentou. Mas Giba já tem data marcada para retornar à Itália. Deve apresentar-se ao Cuneo no dia 15 de setembro para o Campeonato Italiano que começa no dia 26. Giba ainda não conhece a filha - "não tive a oportunidade de tê-la em meus braços", comentou, diante do grande interesse da imprensa estrangeira, principalmente os italianos. Assim que o jogo acabou Giba correu até a parte mais alta da arquibancada para abraçar um amigo, Deja, de Curitiba. Explicou que era a única pessoa da sua cidade, que abraçando o amigo sentia-se abraçando a família, sua mulher e filha. O jogador chorou no pódio, olhando para a bandeira que subia. E quando um jornalista estrangeiro quis saber porque se emocionava olhando a bandeira explicou que pensava que o "Brasil tem um povo sofrido, que passa tanta dificuldade, embora seja formado por pessoas alegres e tão queridas no mundo todo". Disse ao jornalista que num ginásio com 25 mil pessoas quando o hino para de tocar - durante as partidas da Liga Mundial que são realizadas no País - o público continua cantando. "Quando eu olho para a bandeira penso nisso." Giba comemorou também sua escolha como o melhor jogador da competição - disse que levaria o papel com o comunicado para a mulher ver, mas preferiu valorizar o trabalho de conjunto da seleção brasileira. "É uma honra ter sido eleito o melhor jogador, mas o importante foi ganhar a medalha, estar com a medalha de ouro no pescoço", acentuou. Acha que a sua performance individual não pode contar. "A virtude desse time é ser um grupo, todos sempre querendo ganhar, juntos. Quatro anos trabalhando para esse dia, ele chegou e soubemos manter a cabeça no lugar. É sempre gratificante receber um prêmio individual, mas o que vale é essa medalha." Giba nem quis falar sobre o campeonato italiano. "Agora vamos comemorar. Dia 26 de setembro, quando começar o torneio, eu penso nisso." Acha que o vôlei brasileiro tem um futuro assegurado. Disse que os moleques do infanto-juvenil que treinam quando ao lado da seleção no Centro de Saquarema tem mais de 2 metros. Na sua avaliação, o técnico Bernardinho sabe que precisa estar renovando constantemente, embora o time atual, com algumas exceções, pode seguir jogando até Pequim.

Agencia Estado,

29 Agosto 2004 | 16h31

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