Natação: mulheres são maioria no Mundial

O Brasil terá mais mulheres do que homens na equipe de natação que vai ao 11.º Mundial de Esportes Aquáticos de Montreal, de 24 a 31 de julho. Dessa vez serão sete mulheres e cinco homens na delegação que viajará para o Canadá. Joanna Maranhão, de 18 anos, o principal destaque feminino, disputará três provas, os 200 e 400 m no estilo medley, e ainda integrará a equipe do 4 x 200 m feminino, o único revezamento do Brasil classificado para nadar o Mundial. A delegação brasileira foi fechada hoje, com o encerramento do Troféu Brasil de Natação, em Belo Horizonte, vencido pelo Pinheiros, de São Paulo, pela oitava vez na história. O aumento da presença feminina no esporte já vem sendo observado nos últimos anos. Nas Olimpíadas de Atlanta (1996) e Sydney (2000) o Brasil tinha apenas uma mulher na equipe de natação, respectivamente, Gabriele Rose e Fabíola Molina, número que já cresceu para oito (15 homens), nos Jogos de Atenas, no ano passado. Joanna Maranhão, que optou por estudar e treinar nos Estados Unidos nessa temporada, com o medalhista olímpico Antonhy Nesty, disse que não estava preparada para fazer o seu melhor desempenho no Troféu Brasil. "Estou sendo preparada para ter um bom desempenho no Mundial de Montreal. O esquema atual de treinamento é diferente, estou me adaptando, mas estou feliz e confiante de que tudo vai dar certo." A nadadora do Flamengo Mariana Brochado, medalha de prata e de bronze no Pan de Santo Domingo, em 2003, e sétima colocada no 4x200m livre dos Jogos Olímpicos, em 2004, vai integrar o único revezamento do Brasil no Mundial. No Troféu Brasil foi a campeã dos 200 m e 400 m livre. Apesar de ter ficado atrás da romena Camélia Potec, Mariana disse achar importante a participação de estrangeiros na principal competição do País. "Além de tornarem a competição mais interessante, dão ritmo a prova e nos incentivam. Não tenho ídolo, mas admiro a Camelia (campeã olímpica dos 200 m livre)." Mari também destacou os resultados obtidos nos últimos tempos por Joanna Maranhão, Thiago Pereira e Rebeca Gusmão. Também falou que aposta no talento de Manuella Lyrio para o futuro. Para melhorar seus tempos, ela disse que vai se concentrar nos detalhes como viradas e saídas, pois com as passagens que tem já poderia estar nadando os 200m na casa dos 2m00s. Hoje, no último dia de competições do Troféu Brasil, Thiago Pereira, do Minas Tênis, voltou a nadar os 200 m medley com tempo inferior ao índice para o Mundial. Venceu a prova com 2min01s91 (o índice é 2min02s26). Na mesma prova, entre as mulheres, foram ao pódio a dupla Argentina Bardach (2min19s09), que competiu pela Unisanta, e a brasileira Joanna Maranhão (2min19s56), do Pinheiros.

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