Natália afasta fantasma: bronze

Medalha compensa o frustrante quarto lugar conquistado nos Jogos de Atenas

O Estadao de S.Paulo

24 de agosto de 2008 | 00h00

O fantasma do quarto lugar em Atenas-2004 voltou a rondar a cabeça de Natália Falavigna, ontem, no Ginásio da Universidade de Ciências e Tecnologia de Pequim. Principalmente, após a derrota na semifinal para a norueguesa Nina Solheim. "Eu estava em uma dia especial. Lutei bem e não iria deixar a oportunidade de subir no pódio", disse a paranaense, medalha de bronze na categoria acima de 67 quilos no tae kwon do. A atleta, de 24 anos, tornou-se a terceira brasileira a conquistar uma medalha olímpica individual. As outras foram Maurren Maggi, ouro no salto em distância e Ketleyn Quadros, no judô, Ambas também na China."Queria algo mais que o quarto lugar, por isso, após perder a semifinal, me concentrei e pensei que não poderia voltar chorando sem medalha para casa", afirmou Natália, que venceu três lutas e perdeu uma.Natália não reclamou da decisão dos juízes, que deram a vitória para a norueguesa, após empate no tempo normal e no ponto de ouro, o que a deixou de fora da decisão do ouro. "A decisão foi justa. Ela (a adversária) atacou mais e isso conta na hora dos juízes decidirem." O técnico Fernando Madureira não concordou. "Para mim, a arbitragem errou. A norueguesa chutou mais, mas não foi efetiva. A Natália está pronta para o ouro." Pelo telefone, a atleta conversou com a mãe, Ana Maria. "Minha mãe disse para eu sorrir muito, porque eu mereço esta medalha e ela não tem cor."

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