Natália ainda corre atrás de patrocínio

A campeã mundial de tae kwon do, Natália Falavigna, ainda comemora a premiação de melhor atleta do Brasil.?Estou em estado de graça?, admite. ?Este ano foi, ao mesmo tempo, bom e ruim para mim.? A parte boa é que, depois do quarto lugar na Olimpíada de Atenas, em 2004, a atleta foi campeã mundial na Espanha, em abril de 2005. A parte ruim, porém, pode atrapalhar o futuro da lutadora: sem condições de custear passagens, ela espera por um patrocínio que lhe permita participar de torneios internacionais. Além disso, é difícil encontrar adversárias na sua categoria (até 72 kg) ? para disputar o Campeonato Brasileiro, lutou com as meninas da categoria acima de 72 kg. E foi campeã.?Eu tento levar numa boa as minhas dificuldades para não ficar chateada?, explica. Este ano, a atleta de 21 anos treinou em Campinas, embora seja do Paraná. Defendeu a cidade paulista nos Jogos Abertos do Interior. ?Os gastos começaram a ficar pesados. Então, não valia mais a pena ficar por lá.? Em 2006, Natália será atleta de São Caetano, mas já estabeleceu que Londrina será seu local de treinamento. ?Falta assinar o contrato, mas tudo está acertado verbalmente.?Por enquanto, Natália conta com duas ajudas de custo, da Confederação Brasileira de Tae kwon Do e da Bombril, vinda do programa Mulheres que Brilham, destinado às atletas brasileiras. ?Infelizmente, não consigo cobrir todos os meus gastos. Não dá para competir internacionalmente.?A grande preocupação da atleta é se atualizar em relação às competidoras de outros países. Em sua categoria, destaca como adversárias mais fortes coreanas e chinesas, além de espanholas, inglesas, venezuelanas e mexicanas.No ano que vem, as atenções de Natália estarão voltadas para o torneio pan-americano, que nunca disputou por falta de recursos, e o sul-americano. ?Meu foco principal é o nível mundial de competição. Quero ir para o Mundial Universitário, mas meu sonho é fazer um tour europeu.?Agora, com o resultado no Prêmio Brasil Olímpico ? no voto popular, ultrapassou Daiane dos Santos e Laís Souza ?, Natália espera que o tae kwon do consiga tanta visibilidade quanto a que a ginástica artística tem hoje. ?Provei que tenho valor e acho que isso é o começo de algo?, diz. ?Agora, quero sair do País e enfrentar minhas principais adversárias.? O sonho, claro, é conquistar a medalha de ouro na Olimpíada de Pequim, em 2008.

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