Natália: ´Aos 5 anos já pensava em ser campeã olímpica´

O tae kwon do ainda poderia ser um esporte totalmente desconhecido no Brasil se não fosse por Natália Falavigna, de 22 anos, que ajudou a reverter um pouco esse quadro. A atleta de Maringá (PR) surpreendeu grandes favoritas e ficou com o 4.º lugar em sua 1.ª Olimpíada, em Atenas/2004. Um ano depois, na Espanha, foi a primeira brasileira (categoria até 72 kg) a conquistar um título mundial. Nesta entrevista, a atleta fala sobre as expectativas para seu primeiro Pan.Portal Estadão - Até 2006, você conquistou 5 títulos brasileiros, um mundial universitário e um sênior. Pode se considerar favorita absoluta no Pan? Natália Falavigna - Posso dizer que chego entre as favoritas. Quero mostrar o melhor trabalho. Mas ainda faltam vários meses, é cedo para falar. E a vaga não está decidida - pode ser minha ou de uma atleta de Brasília.Você conhece suas adversárias? Conheço bem o tae kwon dos outros países, mas ainda não definiram as representantes. Venezuela, Canadá, EUA e Cuba têm atletas muito fortes.Em 2003, você quase parou. Qual foi a motivação para voltar? Comecei a idealizar que poderia subir ao pódio nas principais competições. Agora, minha motivação é realizar outro sonho. Sei o sabor de disputar uma Olimpíada. Quero de novo ter aquela sensação e sei que para isso terei de lutar como em Atenas.Como foi o começo no esporte? Aos 5 anos, já pensava em ser campeã olímpica, mas não sabia a modalidade. Em 98, uma amiga me convidou para ver um treino de tae kwon do. Em 2000, fui ouro no Mundial Júnior, na Irlanda (Natália foi a primeira brasileira a ganhar ouro).O Pan mudou sua rotina? O ano de 2006 foi de treino muito duro. Este ano, estamos lapidando o que já fizemos. Eu mesma não permito que se mude muita coisa, apesar de o Pan ser uma competição importante para mim. O que tinha de ser feito já fizemos, agora é manter.Você já foi a uma Olimpíada, deve avaliar a dimensão de um Pan. Qual a expectativa? No Rio, só quero que meu quarto seja bonito e a cama boa. Quando entro em competição me concentro demais. Fico isolada. Prefiro pensar em desfilar com o ouro no encerramento do que em festejar durante o Pan.

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