NEM CERVEJA SALVA ÂNIMO DOS INGLESES

Eles esperam uma última chance de classificação

MÔNICA REOLOM, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2014 | 02h03

Os ingleses não estavam sorvendo com prazer a cerveja gelada no início do segundo tempo da partida contra o Uruguai. Reunidos no bar e restaurante temático Augusta Bakery Street, na região central de São Paulo, os torcedores da rainha aparentavam desânimo com a derrota por 1 a 0 (até então).

A técnica de produtos Bruna Ramos, de 22 anos, não parava de olhar para o celular, aflita em observar a televisão. "Sempre gostei da Inglaterra e neste ano ganhei um concurso cultural e tive a oportunidade de ir para lá. Me apaixonei mais ainda", disse ela, ao lado do namorado, que a acompanhava a torcida. "Escolhi torcer por essa seleção, mas não sei se foi uma escolha muito sábia."

Na noite anterior, segundo Allan Prisco, um dos donos do estabelecimento, o bar estava lotado de ingleses até as 4 horas da manhã. Ontem, a maioria conseguiu ingresso para ir à Arena Corinthians e, por isso, quem lotava o local eram brasileiros com coração inglês.

Sem tíquete e abandonado pelos amigos, um inglês ocupava a mesa exatamente no meio do salão do bar. Mark (que não quis dizer seu sobrenome) colocava as mãos na cabeça a cada lance infrutífero da sua seleção, angustiado.

Pouco tempo depois, a Inglaterra empatou. A gritaria foi forte, até entre os funcionários do bar. Bruna largou o celular. "Agora posso voltar a acompanhar o jogo!" Mark voltou a sorrir e, assim como Rooney, mal conseguia acreditar no gol. Foi a hora de pedir a quarta garrafa de cerveja. Suas bochechas ganharam novamente tons de rosa.

Mas a alegria durou apenas 11 minutos. Com o segundo gol do Uruguai, a aflição tomou o ambiente. Aos 45 minutos, Mark desistiu, foi ao banheiro e depois se dirigiu direto ao caixa. Apesar da derrota, ainda há chances para a equipe britânica seguir para as oitavas. O inglês acredita no milagre. "Everything is possible", afirmou, antes de enfrentar o frio paulistano.

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