Nem crise econômica abala o US Open

Torneio tem o prêmio mais polpudo do circuito - pode pagar mais de R$ 37 milhões

Chiquinho Leite Moreira, O Estadao de S.Paulo

26 de agosto de 2008 | 00h00

Nem a comentada crise econômica americana, com o chamado crash do mercado imobiliário, parece ter sido capaz de abalar o US Open de tênis. O torneio começou ontem como o mais rico do planeta. A premiação neste ano é recorde e pode superar os US$ 23 milhões (cerca de R$ 37 milhões). Se o espanhol Rafael Nadal ou a russa Dinara Safina - os líderes do circuito US Open Series - conquistarem o título em Nova York, vão embolsar US$ 2,5 milhões (R$ 4 milhões) cada um. Só para jogar na primeira rodada, o tenista recebe US$ 18 mil (R$ 29 mil). Este foi o consolo de Marcos Daniel, tenista número 1 do Brasil. Ainda na rodada de abertura, em Flushing Meadows, ele caiu diante do argentino David Nalbandian em três sets, com parciais de 6/1, 6/2 e 6/4. Os americanos também resolveram criar um circuito preparatório, o US Open Series, com torneios de aquecimento em Washington, New Haven, Cincinnati e até Toronto. Os tenistas com mais pontos nessas competições, no caso Nadal e Safina, chegam a Nova York com a expectativa de ter um prêmio jamais pago no tênis: US$ 1,5 milhão (R$ 2,4 milhões) pelo título do US Open e US$ 1 milhão (R$ 1,6 milhão) de bônus. Em 2007, Roger Federer liderou o US Open Series e conquistou o título em Nova York. Recebeu o prêmio recorde de US$ 2,4 milhões (R$ 3,9 milhões).O US Open é um dos mais rentáveis torneios do mundo. Os US$ 23 milhões a serem pagos em prêmios representam 20% do faturamento da competição, que vai eletrizar Nova York até 7 de setembro, dia da final masculina, no estádio Arthur Ashe, o maior do mundo no gênero, com capacidade para 23 mil pessoas.Nadal sentiu a pressão de chegar a um Grand Slam como o número 1. Precisou de mais de três horas para bater o alemão Bjon Phau, saído do qualifying, por 7/6 (7/4), 6/3 e 7/6 (7/4). Parece que o ouro em Pequim já está pesando em seu peito.

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