Nem ganhando o Palmeiras escapa das vaias

Time jogou 35 minutos com dois a mais e mesmo assim levou sustos para garantir a vitória sobre o Paulista

LUÍS AUGUSTO MONACO, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2013 | 02h06

Quem passasse ao lado do Pacaembu e ouvisse as vaias da torcida palmeirense por volta de 22h20 imaginaria que o time havia perdido o jogo. Mas quem teve o desprazer de ver a partida sabe muito bem que a bronca das arquibancadas foi justa mesmo com a vitória por 2 a 1 sobre o Paulista. A equipe dirigida por Gilson Kleina mostrou mais uma vez um futebol paupérrimo e não conseguiu se impor com facilidade nem depois de ter ficado com dois jogadores a mais aos 12 minutos do segundo tempo.

O Palmeiras teve tudo para conseguir uma vitória tranquila. Primeiro, abriu o placar logo aos dois minutos (gol contra de Dráusio depois de escanteio batido por Vinícius). Complicou-se depois que levou o gol de empate aos 12 minutos (Marcelo Macedo), mas achou o segundo gol aos 44 numa cabeçada de Vilson e ainda foi para o vestiário com um homem de vantagem porque logo depois Renato Ribeiro recebeu o cartão vermelho por ter dado um pontapé absurdo em Valdivia. Começou o segundo tempo e logo o adversário teve mais um jogador expulso. Para tapar os buracos, o técnico Giba tirou os atacantes e abdicou até dos contragolpes.

Um time com padrão de jogo, organização e confiança tiraria proveito dessas circunstâncias para atropelar o adversário, ainda mais um adversário fraco como é o Paulista. Mas o Palmeiras de Gilson Kleina não tem nenhuma dessas virtudes, e se enrolou tanto em suas limitações que teve de fazer cera para evitar uma tragédia. A equipe de Jundiaí percebeu nos minutos finais que podia sonhar com o empate e por pouco não chegou lá.

O esquema tático inicial de Kleina mostrou-se um fracasso. Os dois volantes (um deles é zagueiro) não têm recursos para ajudar Valdivia a alimentar os três homens de frente, e por isso o time vivia de correria e cruzamentos pelo alto. Desse jeito fez dois gols, mas sem nunca construir jogadas.

Quando o Palmeiras ficou com dois a mais, seu treinador mostrou o quanto é conservador (ou pensa pequeno?) ao trocar Maurício Ramos por Léo Gago, outro volante que não produz jogo. Poderia ter colocado um meio-campista de mais mobilidade e qualidade técnica - como Wesley ou Tiago Real - ou então Leandro para abrir as jogadas.

O que já estava árido transformou-se de vez num deserto quando Valdivia pediu substituição aos 27 minutos. Sem ele, o time se tornou um bando que não sabia o que fazer com a bola.

No fim, Prass salvou o time do empate. Mas não das vaias.

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