Nem pugilistas explicam derrotas no Rio

A derrota do peso mosca James Jean Pereira, nesta quinta-feira, diminuiu a perspectiva brasileira de classificar um elevado número de atletas do boxe para a Atenas. Antes do início do Pré-Olímpico do Rio, no centro de convenções Riocentro, em Jacarepaguá, a expectativa era a de assegurar a presença de 11 lutadores na Grécia mas, agora, a única meta a ser alcançada é a de levar o mesmo número de atletas que participaram dos Jogos de Sydney: seis. E nem mesmo os atletas conseguem explicar o insucesso da seleção brasileira, que já teve eliminado cinco competidores, dos dez que disputam o Pré-Olímpico, e tem apenas assegurado em Atenas o meio-médio-ligeiro (até 64 quilos) Alessandro Mattos. Vencedor do confronto eliminatório, por 40 a 29, contra o mexicano Luis Domingues, o pena (até 57 quilos) Edvaldo de Oliveira, destacou que apoio da Confederação de Boxe eles já possuem, agora, só está faltando conseguir os resultados. "Nos últimos anos nossa estrutura melhorou muito, mas não estamos vencendo. Temos tido ótimos desempenhos nas competições e agora a seleção não foi bem", disse Oliveira. "Problema físico não é. Psicológico sabemos que não é também porque temos acompanhamento." Mas, pelo menos nesta quinta, James Jean não teve receio de apontar os juízes como o motivo pela sua derrota, por 20 a 16, na categoria até 51 quilos, para o canadense Tison Cave. O lutador brasileiro ficou inconformado com a avaliação dos jurados. "Até o adversário veio me cumprimentar, porque sabe que ganhei a luta. Isso foi um absurdo. O pior é fazerem isso dentro da nossa casa", revoltou-se James Jean, de 20 anos. "Vou seguir treinando no amador e espero pela próxima Olimpíada (de Pequim, em 2008)." Já Glaucélio Abreu não se cansou de festejar a vitória sobre Kirt Sinnette, natural de Trinidad e Tobago, na categoria médio (até 75 quilos), por 29 a 21. Outro pugilista do Brasil vitorioso foi o meio-pesado (até 81 quilos) Washington Silva, que superou o costa-riquenho Carlos Rodrigues, por 13 a 7. O Pré-Olímpico do Rio é a última oportunidade dos lutadores do continente americano assegurarem vagas para Atenas. No total serão distribuídos 20 lugares, em 11 categorias. E, nesta sexta-feira, o brasileiro Mike Carvalho, na semifinal da categoria leve (até 60 quilos), pode se classificar à competição grega se superar o canadense Antonin Decarie. "Sou mais alto do que o meu adversário, mas preciso tomar cuidado, porque ele é muito técnico." Outro pugilista do País que lutará é o superpesado (acima de 91 quilos) Fabiano Astorino, contra o mexicano George Garcia, também pela semifinal. A diferença é que nesta categoria, a exemplo da pesado (até 91 quilos), somente o campeão assegura vaga em Atenas. Nas outras nove categorias, os primeiros e segundos lugares automaticamente se classificam para a competição grega.

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