''Nem sabia para onde correr no gol''

Destaque do Palmeiras no clássico contra o Corinthians, atacante Fernandão ainda estranha tanta notoriedade

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2011 | 00h00

Fernandão passou o dia meio encabulado, ontem. Protagonista do clássico diante do Corinthians, no domingo, quando fez o gol da vitória, o atacante grandalhão participou de programas esportivos na televisão, vestiu a camisa do Palmeiras nos estúdios e, à tarde, foi treinar com seus novos companheiros. Não teve muito tempo para refletir sobre o que aconteceu em Presidente Prudente.

"Não esperava porque treinei apenas um dia. Foi maravilhoso, não sabia nem para onde correr na hora do gol. Foi uma emoção enorme, tudo aconteceu muito rápido desde a minha chegada até aqui", disse o tímido carioca de 24 anos e que só jogou em times pequenos e médios do País, além de uma meteórica passagem pelo Flamengo.

Na sexta-feira, Fernandão acordou sendo apenas mais um jogador que deixava o futebol do interior para tentar a vida na capital. Quando o Palmeiras anunciou sua contratação poucos sabiam quem era ele e, até mesmo domingo, em Presidente Prudente, foi comum ouvir torcedores mais desavisados perguntando: "Quem é esse Fernandão? É aquele que jogou no São Paulo?"

O atacante nem foi apresentado oficialmente pelos dirigentes. Sua contratação só apareceu no site oficial do clube. Nem foto com a camisa verde foi divulgada.

No sábado, o Palmeiras viajou para Presidente Prudente e ao chegar à cidade o grandalhão de 1,91m chamou a atenção no meio da delegação. Teve quem suspeitasse que era um segurança. Alguns desconfiaram de que seria um membro da comissão técnica. Mas não, era Fernandão, que foi de surpresa para a cidade, no lugar de Maikon Leite, que havia se machucado no treino da manhã.

A peça que faltava. O atacante chega ao clube como uma promessa que deve virar solução. Aos 33 minutos do primeiro tempo do clássico, ele apresentou o seu cartão de visitas. Entrou no lugar de Patrik e, na segunda etapa, marcou um golaço. A comemoração foi tímida. Diferente de tantos outros centroavantes famosos por serem falastrões, Fernandão é calado. De poucas palavras.

Mas era o jogador que Felipão procurava. Desde que voltou ao Palmeiras, o treinador tentou vários nomes. Nenhum emplacou. A vaga agora é do grandalhão. "Ele tem o estilo que precisamos", admite o técnico. A camisa 9 está vaga. Ele usa a 19, mas este número não significa nada na luta para que se torne o tão sonhado goleador de que o Palmeiras precisa.

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