Julio Cortez/AP
Julio Cortez/AP

Nenê passa por adaptação na seleção

Sem atuar fora da NBA desde 2007, pivô treina sob a orientação de Magnano, que exige dedicação

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2012 | 03h10

SÃO PAULO - Pela primeira vez em 16 anos, a seleção brasileira de basquete entrou em quadra como um time olímpico. Nesta quarta-feira, em São Paulo, a equipe de Rubén Magnano começou a preparação para os Jogos Olímpicos de Londres, após dois dias de exames médicos e testes físicos.

Para alguns atletas, também foi dia de "trocar o chip". Nenê, Anderson Varejão e Leandrinho, acostumados ao basquete jogado na NBA, terão que se readaptar ao estilo de Rubén Magnano, baseado no basquete europeu - nenhum deles atuou no Pré-Olímpico de Mar del Plata, disputado no ano passado. Vale lembrar que também existem diferenças das regras entre a modalidade na Liga Americana e a jogada no restante do mundo, sob as regras da Federação Internacional de Basquete (Fiba).

Um dos que mais precisam deste período de readaptação é Nenê. O pivô do Washington Wizards não joga uma partida oficial fora da NBA desde 2007, quando atuou no Pré-Olímpico de Las Vegas. E o jogador terá apenas 13 dias para assimilar a mudança antes da primeira partida amistosa do Brasil, dia 26, contra a Nova Zelândia, em um quadrangular em sua terra natal, São Carlos (SP).

Embora tenha participado dos treinos da seleção antes do Mundial da Turquia, em 2010, Nenê sofreu um problema muscular e jogou apenas 12 minutos de um amistoso contra a França - em seguida, foi cortado do grupo por causa da lesão. Mas o jogador acha que não terá problemas para se adaptar, embora reconheça as diferenças.

"O modo como se joga na NBA é diferente, é um jogo mais aberto, e a Fiba tem um esquema mais fechado, mais catimbado", explica. "Mas como temos jogadores de qualidade, com experiência europeia, vamos mesclar tudo isso. Eles vão nos ajudar e a gente vai se encaixar."

O técnico Rubén Magnano espera que Nenê tenha grande dedicação. O jogador já se mostrou disposto a entrar rapidamente no esquema. "Não vou ter problemas. Pego muito rápido. Posso trabalhar no meu chute, no meu passe, porque sou um jogador versátil."

As promessas de comprometimento feitas por Nenê com a seleção brasileira, admite o argentino, também passam pelo entendimento do esquema de jogo a ser utilizado em Londres.

"Estamos falando de um cara muito inteligente na hora de jogar basquete. É um cara que pode chutar e passar muito bem, e pode ser bastante solidário. Mas já disse, e repito, que quero ver atitudes. E isso também tem a ver com a forma de jogar."

Leandrinho, que disputou os playoffs da NBA com o Indiana Pacers, acha que não terá grandes problemas. "Tudo o que o Magnano nos passou foi lá no começo, no Mundial (da Turquia, em 2010, onde todos estavam). Aprendi o jogo dele, o que ele gosta. Agora é só acertar umas coisinhas e dar continuidade."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.