Jonne Roriz / CBD
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Netinho Pontes busca virada no fim e fatura ouro no tae kwon do em Lima

Brasil também teve bronze no tiro esportivo, mas decepcionou no vôlei de praia e no rúgbi de sete

Redação, Estadão Conteúdo

28 de julho de 2019 | 22h50

O Brasil voltou a se destacar no tae kwon do neste domingo, nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. Edival Pontes, mais conhecido como Netinho, brilhou ao conquistar a medalha de ouro com uma grande virada na final, diante do dominicano Bernardo Pie por 17 a 14, na categoria até 68kg.

Com o resultado, o Brasil voltou ao primeiro lugar na modalidade, encerrando um jejum de 12 anos. No sábado, Talisca Reis levou a prata, enquanto Paulo Ricardo Souza ficou com o bronze. Atual 15º do ranking mundial, Netinho era o principal favorito do time brasileiro ao ouro. E o paraibano de 21 anos não deixou de comemorar o feito, após não ir tão bem no Mundial da modalidade.

"Depois do Mundial fiquei um pouco triste, mas meu resultado no Grand Prix da Itália, fiquei com a prata, me deu uma autoestima", comentou o atleta, que vem a ser namorado de Talisca, em entrevista ao canal Sportv. "Falei com a Talisca, minha namorada, e com meus pais que eu viria para os Jogos muito bem e, graças a Deus, deu tudo certo. Estava ansioso para o dia da luta."

Ele admitiu que ficou preocupado na reta final da luta, quando perdia por 11 a 5. "No 11 a 5, pensei que seria bem difícil. Mas quando sentei, o técnico Diego me deu uma acalmada, falou que eu estava bem melhor fisicamente e deu certo."

Netinho disse que dedicou o título pan-americano à namorada, que não conseguiu o ouro no sábado. "Viemos com a intenção de obter os dois ouros. E ontem não conseguimos. disse para ela que eu iria ganhar para ela. Dedico esta medalha para ela, para o meu pai, mãe, treinador, amigos. Muito obrigado a todos vocês", declarou.

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O brasileiro foi medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude em Nanquim-2014 e, no mesmo ano, foi campeão mundial juvenil, se credenciando como uma das maiores apostas na modalidade no Brasil para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

O País também subiu ao pódio no tiro esportivo. O veterano Júlio Almeida, que completará 50 anos em setembro, faturou o bronze na prova pistola de ar 10 metros, com pontuação total de 217,3. O ouro ficou com o cubano Jorge Potrillé (237,3) e a prata, com o norte-americano Nickolaus Mowrer (236,7).

Foi a sétima medalha de Almeida em Jogos pan-americanos. Na última edição, em Toronto-2015, ele conquistou o ouro na pistola livre 50m.

DECEPÇÕES

Se no sábado o Brasil surpreendeu, ao terminar o dia com oito pódios, o domingo não foi de maior empolgação em Lima. Isso por causa das decepções sofridas no vôlei de praia e no rúgbi de sete. Neste, a seleção feminina perdeu o bronze para a Colômbia por 29 a 24, resultado surpreendente. No masculino, o terceiro lugar ficou com os Estados Unidos, em um revés do Brasil pelo placar de 24 a 19, num duelo em que os norte-americanos eram os favoritos.

No vôlei de praia, Oscar e Thiago foram derrotados pelos mexicanos Virgen e Ontiveros, atuais campeões pan-americanos, por 2 sets a 0, com parciais de 27/25 e 22/20. Com o resultado, o Brasil ficará sem medalha pela primeira vez no masculino em 20 anos.

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