New York Knicks faz ''loucura'' e contrata o talento de Carmelo

Clube mais valioso da liga concretiza negociação com o Denver Nuggets que envolveu 12 jogadores e mais [br]US$ 3 milhões em dinheiro. Ala terá como missão liderar time ao título que não conquista há 38 temporadas

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2011 | 00h00

Depois de intermináveis reuniões durante meses, o ala Carmelo Anthony, de 26 anos, 2,03 metros e 104 quilos, acertou sua transferência do Denver Nuggets para o New York Knicks. A negociação envolveu 12 jogadores e deixou todas as partes bastante satisfeitas. "Eu me sinto extremamente feliz por Melo", afirmou Leon Rose, agente do jogador, que nasceu no bairro do Brooklin, em Nova York. Seu contrato será de três anos e vai lhe proporcionar US$ 65 milhões (cerca de R$ 110 milhões). Carmelo pode estrear em casa hoje, diante do Milwaukee Bucks, no Madison Square Garden. Ontem, o atleta, que já foi escolhido quatro vezes para participar do Jogo das Estrelas, estava em Los Angeles gravando um programa de televisão. É esperado que ele fale com a imprensa hoje, após a partida.

Para seduzir os Nuggets a abrirem mão de um dos jogadores mais talentosos da NBA, os Knicks ofereceram um grande pacote de reforços para o time do técnico George Karl. Vão para Denver: os alas Wilson Chandler, Danilo Gallinari, o armador Raymond Felton e o pivô russo Timofey Mozgov. "São quatro jogadores jovens, com muito talento e que terão funções chaves na equipe. Tenho certeza de que terão muito sucesso em suas carreiras", afirmou Masai Ujiri, gerente geral do time de Denver.

Além disso, o time do brasileiro Nenê - que discute a renovação de seu contrato - vai poder se beneficiar com o primeiro nome da escolha do basquete universitário de 2014 e da segunda escolha de 2012 e 2013, que eram dos Knicks, e de mais US$ 3 milhões em dinheiro.

Juntamente com Carmelo Anthony, o time de Nova York vai receber dos Nuggets quatro reforços: o veterano armador Chauncey Billups, o ala-pivô Shelden Williams, o ala porto-riquenho Renaldo Balkman e o armador Anthony Carter.

Em sete anos na NBA, Carmelo - que foi a primeira escolha do draft em seu ano de entrada na liga - atuou em 564 jogos, com uma média de 24,8 pontos por partida. Atualmente, vive seu melhor momento. Soma 25,2 pontos por jogo, além de 7,6 rebotes e 2,8 assistências. Tudo isso ajudou o Denver a vencer 32 dos 57 jogos disputados. Ele deixa a equipe na briga por uma vaga nos playoffs e tem como principais adversários o Utah Jazz e o Memphis Grizzlies.

Cobrança. Em Nova York a pressão será enorme. Com uma torcida fanática (mais de 20 mil por jogo), o time é apontado como a franquia mais cara da NBA. Segundo a revista Forbes, após 12% de aumento no seu valor em 2010, a marca atingiu US$ 655 milhões contra US$ 643 milhões do bicampeão atual Los Angeles Lakers, do astro Kobe Bryant.

Ao lado do ala Amare Stoudemire, Carmelo vai atrás de um feito que nem o lendário pivô Patrick Ewing conseguiu em 15 anos no time, entre 1985 e 2000: quebrar o jejum de títulos, que vem desde a temporada 1972/1973, quando os Knicks bateram os Lakers na decisão por 4 a 1. Na história da NBA, que começou em 1950, os Knicks só haviam sido campeões anteriormente em 1969/1970, com participação destacada do pivô Willis Reed.

Mas o trabalho está só no começo. Talvez os frutos da contratação de Carmelo não venham na atual temporada. Em 54 partidas no campeonato, a equipe venceu apenas 28 e, em sexto lugar na Conferência Leste, luta para ficar entre as oito que vão para o mata-mata. Um possível encontro com os poderosos Lakers só viria em decisão de título. Carmelo, por enquanto, agradece.

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