Newton Campos pára de forjar campeão

O nome mais influente do Brasil nos bastidores do boxe mundial está jogando a toalha. Newton Campos, vice-presidente do Conselho Mundial de Boxe e presidente da Federação Paulista de Pugilismo desde 1969, resolveu não dar mais apoio a pugilistas brasileiros que não tenham sua qualidade comprovada. Segundo ele, chegou a vez de os atletas mostrarem potencial para chegar e se manter no topo. "Cansei de colocar pugilistas no ranking. Tenho minha força na entidade. Mas olhava com o coração e agora percebi que é fundamental analisar a realidade", reconheceu.Newton Campos citou como exemplo o caso do peso-pesado Adílson ?Maguila? Rodrigues. Para ele, apesar de esforçado, Maguila não tinha talento natural, e a insistência em colocá-lo entre os melhores do mundo foi um erro. "Eu e a TV Bandeirantes ajudamos, mas ele era limitado. Fizemos de tudo, demos estrutura, mas o fato de ter tido uma infância pobre, de alimentação insuficiente, não permitiu que o Maguila fosse além", contou.Newton Campos também alertou que o baiano Acelino ?Popó? Freitas, por caminhos diferentes, quase traçou o mesmo destino de Maguila. Segundo ele, só depois do casamento com Eliane Guimarães, a carreira de Popó, campeão mundial pela Organização Mundial de Boxe, passou a evoluir. Mas ele ressalta que a prova de fogo de Popó será na luta contra o porto-riquenho Joel Casamayor, campeão mundial pela categoria super-penas, que está programada para 12 de janeiro.

Agencia Estado,

18 de outubro de 2001 | 18h17

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