Ney Franco busca um time mais equilibrado

É o objetivo do técnico são-paulino no jogo de hoje contra o Oeste, no Morumbi. Estrutura da equipe deve ser alterada

PAULO FAVERO, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2013 | 02h07

O técnico Ney Franco terá a partir de hoje, quando o São Paulo recebe o Oeste pelo Paulista, a missão de encontrar um time para a temporada que não apresente tantos altos e baixos. Até a partida decisiva contra o The Strongest pela Libertadores, dia 4 de abril, ele poderá fazer alguns testes no Estadual para achar a formação que dê segurança ofensiva e poder de fogo no ataque. Desde a saída de Lucas, ele ainda não conseguiu achar um bom substituto para o sistema com três atacantes e agora deve mexer na estrutura da equipe.

No último jogo, tentou três zagueiros, mas com a suspensão de Lúcio, expulso contra o Palmeiras, deve voltar a utilizar a linha de quatro na defesa, com Rafael Toloi e Edson Silva formando a dupla titular nesta partida. "Teremos de jogar com mais intensidade nas próximas partidas", avisa o comandante. Ele também terá tempo para dar mais ritmo para quatro atletas que ele considera importantes: Ganso, Cañete, Fabrício e Wallyson. "A gente está trabalhando com todo elenco. Começamos a temporada com quatro jogadores que queríamos recuperar e estamos nesse processo", conta.

O meia Ganso talvez seja o jogador mais fundamental neste grupo. Contratado a peso de ouro, ele vem tendo chances na equipe, às vezes como titular e outras entrando no decorrer da partida. O próprio jogador reconhece que ainda está devendo futebol. "Nesse momento, preciso primeiramente trabalhar mais e conseguir ser titular do São Paulo. Depois penso em convocação para a seleção. Quero ter uma sequência de jogos, mas isso vai vir naturalmente", acredita.

O discurso de Ganso também tenta colocar um ponto final na polêmica sobre se ele deveria ser titular com Ney Franco. No clássico contra o Palmeiras, na semana passada, ele foi substituído e mostrou indignação. Depois, parece ter entendido o recado do comandante e garante que está em paz com o treinador. "O Ney Franco nunca bateu de frente com ninguém, a gente respeita o trabalho dele e estamos aqui para ajudá-lo", diz, sem saber se estará em campo hoje.

No Oeste, uma vitória poderá colocar de vez o time na briga pela classificação à próxima fase. No entanto, ninguém nega que um empate fora de casa seria comemorado como uma vitória, mesmo com o momento turbulento do rival na temporada. "A crise deles não muda nada para nós, até porque o problema é na Libertadores. No Paulista eles estão tranquilos porque são líderes", reforça Mauro Guerra, diretor de futebol do clube.

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