Martin Mejia/AP - 28/1/2011
Martin Mejia/AP - 28/1/2011

Ney Franco espera poder colaborador com a seleção olímpica

SÃO PAULO - O Brasil deve boa parte da classificação do futebol masculino à Olimpíada a Ney Franco. Coordenador das categorias de base da seleção, ele foi o técnico da equipe que conquistou, no início do ano passado, o título sul-americano sub-20 e a consequente vaga nos Jogos. Ney, porém, não estará no comando em Londres, nem sabe ainda qual (e se) função exercerá no time olímpico.

Almir Leite, estadão.com.br

24 de fevereiro de 2012 | 16h14

Ney não se sente preterido ou injustiçado. Afinal, sempre soube que Mano Menezes – responsável por sua contratação pela CBF – iria dirigir o time na Olimpíada. Mas, claro, quer participar de alguma maneira. "Já me coloquei à disposição dele para ajudar, mas ainda não fui informado como poderei fazer isso. Está tudo encaminhado."

Ele gostaria de exercer alguma função ligada ao campo – "é o que eu gosto e sei fazer" –, mas reconhece que talvez não seja possível, pois Mano já tem sua comissão técnica definida.

Na sede da entidade, no Rio, comentou-se sobre a possibilidade de ele trabalhar como uma espécie de "espião" durante a Olimpíada - e até mesmo um pouco antes de seu início -, observando as seleções que poderão vir a ser adversárias do Brasil.

Não há nada certo, porém. Há 15 dias, quando Mano Menezes se reuniu na CBF com o diretor de seleções, Andrés Sanchez, e outros membros da entidade, para tratar do planejamento olímpico, falou-se de períodos de treinamentos, locais que poderão receber a seleção durante a fase preparatória no Rio – foram visitadas as instalações da Gávea, sede do Flamengo, e da Escola de Educação Física do Exército, na Urca – mas não se discutiu qual atribuição será dada a Ney.

O técnico não acredita que o recente fracasso no Pan de Guadalajara, quando o Brasil foi eliminado ainda na primeira fase, possa dificultar sua inserção na delegação que vai à Inglaterra. Diz ter a confiança da CBF em seu trabalho e alega que não teve tempo de preparar a equipe para o Pan, sem contar o fato de que montou uma "seleção possível" e não a que considerava ideal para ir ao México.

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