Ney Franco só espera poder colaborar

O Brasil deve boa parte da classificação do futebol masculino à Olimpíada a Ney Franco. Coordenador das categorias de base da seleção, ele foi o técnico da equipe que conquistou, no início do ano passado, o título sul-americano sub-20 e a consequente vaga nos Jogos. Ney, porém, não estará no comando em Londres, nem sabe ainda qual (e se) função exercerá no time olímpico.

O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2012 | 03h11

Ney não se sente preterido ou injustiçado. Afinal, sempre soube que Mano Menezes - responsável por sua contratação pela CBF - iria dirigir o time na Olimpíada. Mas, claro, quer participar de alguma maneira. "Já me coloquei à disposição dele para ajudar, mas ainda não fui informado como poderei fazer isso. Está tudo encaminhado.''

Ele gostaria de exercer alguma função ligada ao campo - "é o que eu gosto e sei fazer'' -, mas reconhece que talvez não seja possível, pois Mano já tem sua comissão técnica definida.

Na sede da entidade, no Rio, comentou-se sobre a possibilidade de ele trabalhar como uma espécie de "espião'' durante a Olimpíada - e até mesmo um pouco antes de seu início -, observando as seleções que poderão vir a ser adversárias do Brasil. Não há nada certo, porém. Há 15 dias, quando Mano Menezes se reuniu na CBF com o diretor de seleções, Andrés Sanchez, e outros membros da entidade, para tratar do planejamento olímpico, falou-se de períodos de treinamentos, locais que poderão receber a seleção durante a fase preparatória no Rio - foram visitadas as instalações da Gávea, sede do Flamengo, e da Escola de Educação Física do Exército, na Urca - mas não se discutiu qual atribuição será dada a Ney.

O técnico não acredita que o recente fracasso no Pan de Guadalajara, quando o Brasil foi eliminado ainda na primeira fase, possa dificultar sua inserção na delegação que vai à Inglaterra. Diz ter a confiança da CBF em seu trabalho e alega que não teve tempo de preparar a equipe para o Pan, sem contar o fato de que montou uma "seleção possível'' e não a que considerava ideal para ir ao México. / A.L.

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