Neymar coloca o Santos na semifinal

Com mais um belo gol, atacante faz a diferença na vitória por 1 a 0 sobre a Ponte Preta, em duelo equilibrado na Vila

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2011 | 00h00

Quarto colocado na primeira fase do Paulista, o Santos teve de pegar a Ponte Preta (quinta) nas quartas de final e passou trabalho. Ontem, na Vila Belmiro, os times fizeram um duelo equilibrado e de muita marcação. No fim, prevaleceram a categoria de Neymar, que num lance individual garantiu a vitória santista por 1 a 0, e o pragmatismo de Muricy Ramalho, responsável pela quarta vitória seguida da equipe.

Neymar, que fez mais um belo gol, desta vez com um chute forte de esquerda, garante que não acertou por acaso. "A minha (perna esquerda) é bem trabalhada. É como meu pai diz: "Escureceu, chuta forte"", brincou.

Especialmente na primeira etapa, Neymar fez a diferença. Além do gol, a maior estrela santista desestabilizou a defesa adversária com dribles desconcertantes, na maioria das vezes parados com faltas. No segundo tempo, Neymar caiu de produção como todo o time, mas continuou sendo o atacante mais perigoso e compensou as fracas atuações de Elano, Ganso e principalmente Zé Eduardo, cuja substituição por Keirrison, a 15 minutos do fim, foi aplaudida pela torcida. "O Zé perdeu gol, mas nos ajudou bastante, prendendo a bola na frente e voltando para marcar. É um grande jogador e tem crédito pelo que já fez pela equipe", defendeu Neymar.

O atacante festejou mais uma grande atuação, mas lembrou a importância do jogo contra o América do México, quarta-feira, na Vila, pelas oitavas de final da Taça Libertadores. "Agora vamos comemorar a vitória e a partir de amanhã começar a pensar no América", disse ele.

Após vencer o Deportivo Táchira (3 a 1) no meio de semana pela Libertadores, os santistas dizem que o cansaço prejudicou o time no Estadual. "Tivemos um jogo muito cansativo na quarta. A gente mostrou cansaço, mas conseguiu vencer", comemorou Paulo Henrique Ganso, que teve atuação discreta.

A Ponte Preta lamentou não ter repetido a força mostrada na primeira fase, em que não foi derrotada pelos quatro grandes - empatou com o Santos e venceu os outros três. "Faltou acreditar que dava para termos saído daqui classificados. Não jogamos nem metade do que mostramos durante todo o campeonato", disse o meia Gil.

Lance decisivo. A equipe campineira não se intimidou por jogar na Vila e dificultou desde o início as investidas do Santos. Com a dificuldade em entrar na área do adversário, o talento individual de Neymar sobressaiu. Aos 20, ele recebeu na entrada da área, ameaçou bater com a direita, tirou o zagueiro e fuzilou de esquerda, indefensável. Com a vantagem, o Santos diminuiu o ímpeto e, ao estilo Muricy, valorizou o gol. "Vamos esperar um pouco a Ponte. Se der para matar, a gente vai matar", disse Ganso, na saída para os vestiários.

Depois do intervalo, o jogo ficou mais aberto e a Ponte se arriscou mais. Nos contra-ataques, o Santos teve boas chances, mas não soube aproveitar - Keirrison, que entrou no lugar de Zé Eduardo, irritou a torcida ao perder pelo menos duas ótimas oportunidades. A dez minutos do fim, Rômulo quase provocou os pênaltis em forte chute rasteiro, que acertou a trave. Na semifinal, o Santos pegará quem passar de São Paulo x Portuguesa. / COLABOROU SANCHES FILHO

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