Neymar dá vitória ao Santos em 'decisão'

Atacante marca o único gol do duelo com o Inter, rival direto na briga pelas primeiras posições, e time entra na briga pelo título

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2010 | 00h00

A noite era decisiva. Donos dos títulos de mais expressão da temporada do futebol brasileiro - santistas levantaram a Copa do Brasil e colorados, a Taça Libertadores -, Santos e Internacional disputavam qual dos dois times entraria com força na briga pelo troféu do Campeonato Brasileiro. Os donos da casa se aproveitavam de vantagem histórica (jamais perderam para os gaúchos na Vila Belmiro) e saíram de campo com a vitória por 1 a 0. Ficaram a apenas seis pontos do Cruzeiro, líder da competição.

Os jogadores santistas inovaram na entrada do campo. Encamparam iniciativa que visa conscientizar as pessoas para a importância da prevenção do câncer de mama. Nos Estados Unidos, todos os times têm utilizado detalhes cor de rosa no uniforme durante o mês. No Santos, os atletas usaram braçadeiras e chuteiras com a cor da campanha.

A realidade das duas equipes, no entanto, não tinha muito de cor de rosa. Ambos os times entraram em campo desfalcados. O Santos já se acostumou a jogar sem Ganso, Marquinhos e Keirrison, enquanto os colorados vieram com todo o ataque e o setor de armação reserva - Tinga, Giuliano, D"Alessandro, Alecsandro, Sóbis e Damião não puderam iniciar a partida por lesão ou suspensão.

O jogo, então, não teve a qualidade técnica que poderia se esperar de times que ainda sonham com o título brasileiro. Enquanto o ataque santista esbarrava na defesa colorada, o Corinthians ia sofrendo revés para o Vasco, em São Januário, e deixando mais vivas as chances das duas equipes que disputavam cada centímetro do campo da Vila Belmiro com afinco.

Foi numa dessas disputas que o lateral Kléber, ex-Santos, pressionado por marcação sob pressão dos Meninos da Vila, perdeu a bola ao lado da própria área. Surgiu a estrela e a habilidade de Neymar pela primeira vez na partida. O atacante deixou Bolívar tonto e chutou na saída de Renan: 1 a 0.

No segundo tempo, Celso Roth mudou seu time. Colocou Andrezinho e Tinga, ainda sem muito ritmo de jogo. E o Inter cresceu bastante. Mas insistiu demais nas bolas levantadas para a área. Consagrou Durval, Edu Dracena e o goleiro Rafael.

O Santos tinha espaço para buscar os contra-ataques, mas Neymar e Zé Eduardo fizeram questão de perder todas as oportunidades claríssimas que surgiram. Foram pelo menos três lances que poderiam ter resultado em placar elástico. Não tem problema. O magro escore já faz a torcida santista sonhar.

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