JF Diório/AE
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Neymar dá volta olímpica sozinho

Neymar carrega bandeira do Santos e festeja com a torcida antes de subir no palco para, como capitão, erguer a taça de campeão

PAULO FAVERO, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2012 | 03h04

SÃO PAULO - Com o apito final, Neymar abraçou alguns companheiros e foi comemorar a conquista com a torcida. Fez um gesto chamando os outros jogadores e partiu em direção à arquibancada onde estava a principal organizada do Santos. Dali, passou a dar uma volta olímpica solitária, cercado apenas de fotógrafos. Seus companheiros não foram com ele e o craque pegou uma bandeira e passou a acenar para a massa. Ele foi o herói do time, mas minimizou sua atuação. "Todo mundo joga para a equipe e eu na frente tenho apenas de fazer a minha parte", disse.

Depois da volta olímpica, foi chamado para subir no palco montado em frente ao tobogã no Pacaembu e recebeu a premiação de melhor jogador do torneio, já com boa parte da torcida tendo ido embora do estádio. Esperou para a entrega do troféu e como capitão, levantou a taça ao lado de Léo, que foi preterido da função nesta partida pelo técnico Muricy Ramalho. "Eu já fui capitão outras vezes e não faz diferença. O Muricy falou para mim que eu seria o capitão, fiquei surpreso, mas foi legal levantar a taça", afirmou o atacante.

Durante a partida, Neymar realmente agiu como um líder da equipe. Quando o Santos mais estava sendo pressionado, ele foi até a defesa e conversou com Bruno Peres, que não estava bem na lateral-direita. No ataque, distribuía broncas para Patito Rodríguez, André e Felipe Anderson sempre que uma jogada não era efetivada por preciosismo. E ainda chamou a responsabilidade ao abrir o placar e infernizar a defesa adversária. "Não faz diferença, depende de quem está com a faixa, todos mandam. Capitão serve apenas para tirar a moedinha. Não sou capitão bonzinho, só tento ajudar todo mundo", lembrou.

A decisão mostrou um amadurecimento do atacante, que recebeu elogios do próprio Léo. "O Neymar sempre faz a diferença", explicou o lateral-esquerdo, sem se desgrudar da taça na saída do vestiário. Para o técnico Muricy Ramalho, o jogador exerceu bem o seu papel. "O Neymar já foi capitão outras vezes e se sente bem nessa função."

O treinador comemorou bastante a conquista da Recopa e, enquanto dava entrevistas, ganhou um banho de água gelada e isotônico dos jogadores. "Eles sempre fazem isso. Quando acabou a partida, até saí do campo porque minha coluna não aguenta esse negócio de jogar o técnico para cima", explicou. "Esse é um título importante e é sempre bom vencer. É minha quarta conquista aqui e competência se mede com resultados."

Apesar do resultado positivo, Muricy sabe que o time ainda está longe do ideal. Ele espera que a diretoria do clube busque alguns reforços, principalmente para suprir a ausência de Paulo Henrique Ganso, que foi para o São Paulo. Segundo Felipe Faro, superintendente de futebol do Santos, o clube vai atrás de um meio-campista. "O dinheiro do Ganso será usado para reforçar o time. Está difícil achar um meia no mercado, mas temos alguns nomes aprovados pelo Muricy."

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