José Patrício/AE
José Patrício/AE

Neymar desequilibra mais uma vez

Atacante do Santos não jogou tudo o que sabe, mas fez um gol e foi importante na conquista do bicampeonato

BRUNO DEIRO, FÁBIO HECICO e SANCHES FILHO, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2011 | 00h00

SANTOS - Na conquista de sua terceira taça como profissional, Neymar voltou a deixar sua marca. Mesmo sem uma atuação brilhante, o atacante de 19 anos manteve a escrita de balançar a rede na hora de decidir título - foi assim nas finais do Paulista e da Copa do Brasil, no ano passado. O gol deste domingo, que contou com um inesperado vacilo de Júlio César, fez justiça à boa atuação de Neymar no primeiro jogo, quando passou em branco no Pacaembu.

"Na preleção, não tenho nem o que falar para ele. Apenas digo: vai lá e dribla, faz o que você sabe fazer", elogiou Muricy Ramalho. "Mas para dar liberdade para ele tem de dar segurança quando perder a bola. Pois ele perde muito porque arrisca mais."

Com a bola nos pés, Neymar não teve espaço na primeira etapa. Marcado de perto por Alessandro, alcançou pouco sucesso nas jogadas individuais e ainda perdeu uma chance incrível, que poderia ter deixado as coisas muito mais fáceis para o Santos.

Lançado nas costas da zaga corintiana, ele avançou sozinho pela esquerda e ficou frente a frente com Júlio César. Num truque semelhante ao usado pelo palmeirense Valdivia, Neymar chutou em falso, mas o goleiro não se mexeu e acabou fazendo a defesa na sequência. Em alta, o atacante recebeu aplausos da torcida, que nas arquibancadas parecia não acreditar no vacilo de sua principal estrela.

Maturidade. O torcedor que foi à Vila para ver espetáculo viu um Neymar bastante marcado, mas aprendeu a lidar com esta "atenção especial" dada pelos adversários. Alvo principal da defesa corintiana, ele abriu espaços e criou chances com passes geniais. Na segunda etapa, com mais liberdade para os contra-ataques, infernizou a defesa adversária pela esquerda e conseguiu, enfim, seu gol.

As provocações de Leandro Castán tampouco desequilibraram a atuação de Neymar. Mesmo com empurrões, ameaças e xingamentos, o garoto não deu bola. Manteve o ímpeto ofensivo até o fim e chamou a torcida para o jogo. Em um momento delicado da partida, logo após o gol corintiano, o atacante sentiu que as arquibancadas estavam silenciosas e pediu mais vibração. Foi prontamente atendido.

No fim, erguido pelos companheiros, liderou também a comemoração e até no vestiário aprontou: foi um dos responsáveis pelo banho de água em Muricy, que se rendeu ao talento do jovem comandado. "Tenho nas mãos um time competitivo, mas temos dois gênios, o Ganso e o Neymar, que fazem a diferença, a verdade é essa. Eles são mágicos, fazem com a bola o que ninguém imagina", derreteu-se o técnico.

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