Neymar e Ganso dão o tom da vitória

Atacante, que apanhou muito dos rivais, e o meia voltam a se apresentar bem, como o restante do time, no triunfo de 2 a 0 sobre o Comercial, em Barueri

PAULO GALDIERI, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2012 | 03h05

Neymar inspirado e Ganso dando cada vez mais mostras de que talvez enfim esteja pronto para voltar a recuperar a performance de seus melhores dias nos gramados são um indício e tanto de que o Santos pode se animar bastante com o que virá pela frente na temporada. E, enquanto isso, é quase certeza de vitórias neste Paulista de desequilíbrio entre pequenos e grandes.

Pois foi o que aconteceu ontem em Barueri ao vencer por 2 a 0 o assustado Comercial, que tem seu técnico ameaçado de demissão. O Santos até demorou a esquentar. Mas quando esquentou, não encontrou nenhuma dificuldade para vencer sua quarta partida seguida no Estadual

Diante de tanta facilidade, não demorou muito para que o gramado da Arena Barueri virasse mais um palco para Neymar e suas estripulias. E para Ganso e a volta de seus toques de classe.

Embora o meia ainda não esteja no auge de seu esplendor técnico ontem foi flagrante a evolução do armador santista.

Mais do que apenas toques bonitos, Ganso voltou a mostrar vontade. Até desarme ele efetuou, como se fosse um volante. Mas enquanto Ganso não volta a ser o "velho" Ganso, é com Neymar mesmo que o Santos conta. E ele não decepcionou ontem em Barueri.

Neymar foi o responsável por cavar os cartões amarelos para quase toda a defesa do Comercial - "cavar", neste caso, não quer dizer que ele forçou ou simulou ter sofrido faltas, mas sim infernizou a vida dos beques do time de Ribeirão Preto.

Sem falar na jogada de craque que originou o gol de Ibson. No lance do 1 a 0 para o Santos, Neymar mostrou que não apenas mantém a velocidade e a capacidade de driblar e servir os companheiros como também mostrou uma nova característica: sai o Neymar "cai-cai" entra em cena o Neymar "duro de cair". Ele foi puxado, empurrado, segurado, mas preferiu seguir no lance. Algo inimaginável da parte dele há, digamos, um ano.

O resultado foi uma pintura que terminou com um belo gol de Ibson.

A atuação do Santos, como um todo, talvez não tenha sido excepcional. Mas para o momento que o time vive, pode ser indício de que, aos poucos, o Peixe vai recuperando a confiança, o entrosamento e, sobretudo, a força que demonstrou durante seus melhores momentos no ano passado, durante a campanha da conquista da Taça Libertadores. E que um bi continental é muito possível.

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