Neymar insiste em cobrar vaga na seleção

Sem conter a alegria, o atacante ainda lembrou que o amigo Ganso também merece chance no time de Dunga

Fábio Hecico, Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2010 | 00h00

SANTOS

Neymar foi outra vez o dono da festa, está a dois jogos da conquista do seu primeiro título como profissional e ao sair de campo voltou a cobrar a convocação para a seleção brasileira. Não apenas a dele, mas também a do companheiro de time e amigo inseparável Paulo Henrique Ganso. "Espero que o professor Dunga arrume duas vaguinhas na seleção. Uma para mim e outra para o Ganso", afirmou o garoto, feliz até demais com os 3 a 0 contra o São Paulo, ontem à tarde, na Vila Belmiro, e a vaga na decisão do Campeonato Paulista.

Além de marcar os dois primeiros gols, Neymar foi o autor das jogadas mais bonitas do clássico. Confirma, assim, que é um talento que não para de crescer. Agora já são 12 gols dele em 17 jogos do Estadual e outros 9 em 4 partidas pela Copa do Brasil.

Quando o juiz José Henrique de Carvalho apitou o fim do jogo, ele voltou para o campo (tinha sido substituído por Madson, aos 39 minutos do segundo tempo) e, o lado de Wesley, saudou os torcedores do Santos, girando a camisa sobre a cabeça. Deu meia volta olímpica no gramado da Vila Belmiro. E disse que o Santos teve um motivo a mais para querer jogar bem e ganhar o clássico: o desdém que o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, mostrou em relação ao time durante a semana.

"O pessoal do São Paulo falou muita coisa durante a semana e isso fez com que a gente mostrasse mais futebol ainda", afirmou Neymar, referindo-se às declarações do dirigente tricolor de que considera o Santos time pequeno ou médio e que, depois da partida do Morumbi, os santistas desceram a serra tremendo em razão da pressão imposta pelo São Paulo no segundo tempo do primeiro jogo das semifinais.

Paparicado, Neymar repetia respostas a perguntas que diziam respeito ao lance do primeiro gol e se realmente sofrera pênalti de Miranda. "No primeiro gol, sofri pênalti e cai. A bola bateu no meu ombro e entrou. No pênalti do segundo gol, acho que nem tem o que discutir."

Sobre a paradinha, o atacante disse que não teve a intenção de menosprezar Rogério Ceni. "Parei nas cobranças contra o Guarani e o Remo, e não faço isso para cutucar ninguém. É apenas para facilitar a cobrança." E fez questão de dividir o sucesso com os companheiros. "A molecada é abusada. Os adversários ficam nervosos, mas não temos de mudar nada. Apenas continuar jogando com os pés no chão."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.