Arte Estadão
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Neymar não é tudo

O segundo jogo do Brasil na Olimpíada, contra a Bielorrússia, só melhorou quando Neymar perdeu a timidez. Um drible pela faixa central, a falta sofrida e a cobrança perfeita pareceram ser a senha para Neymar jogar como sabe. Partir para cima, sem medo, como na oferta a Oscar para o terceiro gol.

Paulo Vinícius Coelho, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2012 | 03h05

Antes do segundo gol, o Brasil foi óbvio, manjado, sem criatividade. Neymar dominava na esquerda, cortava para o lado de dentro, abria para Rafael. Alexandre Pato, preso entre os zagueiros, veterano aos 22 anos, serviu para duas jogadas. O gol, escorando o cruzamento de Neymar, e uma cabeçada genial, deixando Oscar na cara do gol. E Oscar oscilou. Jogada perfeita, chute de longe, obrigando o goleiro Gutor a espalmar para escanteio, combinada com passes errados aos montes.

Também há ajustes a fazer na defesa. Contra a Bielorrússia, por causa do posicionamento dos alas rivais, Mano Menezes deu licença a Rafael e Marcelo para atacarem simultaneamente. Marcelo tomou bola nas costas, mas não por culpa sua.

"No segundo tempo, o posicionamento dos volantes melhorou", disse o treinador. Por isso, a defesa passou menos apuros, o ataque ganhou repertório.

Falta ainda. Falta Oscar jogar melhor, os volantes se posicionarem de maneira a inibir as ameaças rivais, falta um centroavante. Ah, como seria bom se Pato mostrasse interesse, deslocamentos, busca pelo jogo.

Mas há Neymar. Discreto em parte da partida, brilhante nos minutos finais, Neymar é goleador da era Mano Menezes e, desde ontem, líder de assistências também.

O Brasil é o favorito que melhor se apresenta nos Jogos de Londres, comparado com Uruguai, México e Espanha, que foi eliminada ontem ao se derrotada por Honduras. Isso não é tudo, mas o melhor ataque da competição indica que a primeira medalha de ouro pode estar a caminho.

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