Neymar pode ficar fora até da decisão

Médico não garante sua presença no 2º jogo com o Santo André e afirma que astro deve ter de [br]treinar e jogar de óculos

Sanches Filho, ESPECIAL PARA O ESTADO/SANTOS, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2010 | 00h00

   

 

Dorival Júnior tem mais um sério problema para resolver até domingo, quando o Santos voltará a enfrentar o Santo André no Pacaembu, no jogo que apontará o campeão paulista de 2010. Depois de perder Wesley (suspenso pelo terceiro cartão amarelo), o "motorzinho" do time, o técnico dificilmente poderá contar com Neymar, a principal estrela do time. O jovem atacante recupera-se do trauma, com sangramento, no olho direito, atingido por um de seus dedos, numa queda durante a partida de domingo. Os resultados dos exames apontaram lesão sem gravidade na câmara anterior do globo ocular, mas para não correr risco de nova hemorragia o jogador terá que repousar e respeitar orientação médica para ter chance de voltar a treinar na quinta-feira. Uma das possibilidades é que Neymar só seja liberado para o jogo de domingo se usar óculos para proteger a vista.

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"Houve uma evolução muito positiva, mas não quero criar falsa expectativa", afirmou o médico Cláudio Luiz Lottemberg, que atendeu o atleta no Hospital Albert Einstein no começo da noite de domingo. "Neymar talvez até tenha condições de jogar no domingo, mas vai depender muito de sua própria capacidade. Queira ou não, ele é um garoto e pode não sentir, mas requer cuidados, precisa beber muito líquido, cuidar-se e repousar." O jogador permaneceu internado até a noite de ontem e só recebeu alta após ter passado por duas novas avaliações.

Embora não considere a lesão grave, Lottemberg prefere aguardar a reação de Neymar nos próximos dias para só depois decidir pela sua liberação ou não para enfrentar o Santo André. "O grande problema é algo bater no olho dele. Vamos acompanhá-lo de perto, até a partida de domingo, e aconselhá-lo a usar óculos de proteção para os treinos e até no jogo, mas decidiremos sobre isso mais tarde", comentou.

Para o jogo de amanhã à noite contra o Atlético-MG, o primeiro pelas quartas de final da Copa do Brasil, a ausência de Neymar não chega a ser problema. Dorival vai repetir a escalação que levou o time à reação no segundo tempo do jogo de domingo, com três meias - Marquinhos, Wesley e Paulo Henrique Ganso - e dois atacantes - Robinho e André. O time faz o último treino hoje às 9 horas e viaja para a capital mineira no começo da tarde.

PARA LEMBRAR

Problema no olho encerrou carreira de Tostão

Lesões no olho não são nada comuns no futebol. Por isso, as poucas que aconteceram são lembradas até hoje. No Brasil, o caso mais conhecido é o do craque Tostão. Em setembro de 1969, quando defendia o Cruzeiro diante do Corinthians, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o artilheiro mineiro levou uma bolada no olho esquerdo. O acidente lhe causou um descolamento da retina.

O lance ocorreu no início do segundo tempo, quando o Corinthians vencia por 1 a 0. O meia Palhinha fez levantamento na área. Tostão tentou dominar, mas o zagueiro Ditão chegou na frente e deu um forte chute para cortar a jogada. Sem tempo para reagir, o atacante não conseguiu evitar a bolada no rosto, que acertou em cheio seu olho.

Os poucos recursos médicos existentes na época obrigaram Tostão a buscar tratamento no Estados Unidos. Após cirurgia realizada em Houston, no Texas, o jogador voltou aos gramados depois de seis meses em recuperação. Apesar do pouco tempo, recuperou a forma física e técnica e foi titular da seleção na campanha do tricampeonato mundial, no México, em 1970.

Em 1973, quando defendia o Vasco, o problema reapareceu. Tostão voltou a se tratar e, depois de muitos exames e análises, concluiu-se que ele deveria abandonar a carreira. Tostão tinha apenas 26 anos quando deixou os gramados.

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