Neymar se envolve em briga no dia da convocação

Comemoração discreta, treino, brincadeiras, briga com Marcel e correria. Teve de tudo no dia da volta de Neymar à seleção brasileira, último capítulo da confusão em que se o garoto se envolveu depois de ter xingado publicamente Dorival Júnior no jogo contra o Atlético-GO, dia 15 de setembro, na Vila Belmiro, em episódio que provocou a demissão do treinador pelo Santos.

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2010 | 00h00

O dia de ontem, com o fim da punição do garoto na seleção brasileira, foi de alívio para ele e para o Santos. Neymar apenas sorriu, como se já soubesse, ao ser informado de que Mano Menezes acabara de convocá-lo para o amistoso da seleção contra a Argentina, no Catar.

Ele já estava no campo três do CT Rei Pelé para participar do rachão e das brincadeiras para comemorar o aniversário do companheiro e amigo Zé Eduardo - fez 23 anos de idade ontem -, quando recebeu a notícia.

Pouco depois, a calmaria deu lugar a um empurra-empurra. Neymar e Marcel só não se agrediram porque foram impedidos pelos companheiros. Como parte das comemorações do aniversário, Zé Eduardo foi amarrado numa da traves e além de receber uma "chuva" de ovos, farinha e terra, não podia se defender das bolas chutadas pelos companheiros. Estava tudo divertido até que Neymar foi para cima de Marcel, acusando-o de ter exagerado na força com a intenção de machucar o aniversariante. Não fosse a intervenção de Pará, os dois teriam se engalfinhado. A confusão foi tão grande que acabou com o rachão.

Sem declarações. Neymar saiu às pressas e nem passou pela sala de entrevistas para atender à imprensa no dia de sua segunda convocação para a seleção. A primeira explicação, dada pela assessoria de imprensa, foi de que a ordem para ele não falar era da diretoria.

Na coletiva de imprensa, o técnico interino Marcelo Martelotte deu outra versão. Neymar tinha horário marcado na Polícia Federal para dar entrada no pedido do novo passaporte. O atual está perto do vencimento e, com ele, a CBF não conseguiria o visto para Neymar entrar com a delegação brasileira no Catar.

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