Neymar vive dia de astro e agora sonha enfrentar Ronaldo

Jovem dá a 1.ª entrevista coletiva como profissional e diz estar ansioso para ver o Fenômeno

Sanches Filho, O Estadao de S.Paulo

17 de março de 2009 | 00h00

O primeiro gol como profissional, contra o Mogi Mirim, faz parte do passado para Neymar. Seu novo sonho é enfrentar o Corinthians e ver Ronaldo de perto, domingo, no Pacaembu. "Sou fã dele", disse o garoto na sua primeira entrevista coletiva como profissional, ontem, no CT Rei Pelé. "Vou ficar feliz ao encontrá-lo. Ele foi o melhor do mundo três vezes e continua sendo ídolo da nação." Enganam-se os que acham que foi pretensão demais do jovem de 17 anos comemorar o gol socando o ar, como Pelé. Ele apenas atendeu a um pedido do pai. De acordo com Neymar pai, a comemoração foi combinada para homenagear o santista e fã de Pelé Ildemar, avô do garoto prodígio, que morreu no ano passado. O pós-jogo de Neymar foi ao lado dos pais, da irmã Rafaela, de 13 anos, familiares e amigos numa pizzaria da capital. Por ele, voltaria rapidamente para casa, em Santos - mora em um apartamento de cobertura, perto da Vila Belmiro -, e assistiria aos programas esportivos de televisão. Afinal, foi a primeira vez que começou um jogo pelo time principal, fez o primeiro gol como profissional e conversou duas vezes com Giovanni, que fez história e se tornou ídolo santista, quando ele ainda era uma criança de 3 anos. "Ele me falou para levar a profissão a sério e manter sempre os pés no chão", revelou. "Procuro me inspirar nele, que é um jogador fora de série." FUTEBOL NO SANGUENeymar pai foi profissional de inúmeros clubes do interior de São Paulo, do Paraná e do Mato Grosso, no início dos anos 90. O novo ídolo santista tem fixação pelo futebol desde que começou a falar e a andar. "Com três anos, ele tinha 54 bolas e quebrava tudo no apartamento em que morávamos", contou dona Nadine, mãe do atacante. "Outra mania que ele tinha era com camisa de clubes. Vestia até as priminhas com as camisas para que elas fizessem o papel de goleiras para defender as bolas que chutava." Dona Nadine achou que o filho ficou agitado após o jogo. "Ao chegar em casa, ele quis ver o gol várias vezes na televisão, recebeu muitos telefonemas, até do técnico da seleção brasileira sub-17 (Edgar Pereira), e só conseguiu dormir depois da 1 hora", disse. Mas, às 8 horas, Neymar saiu com o pai para se encontrar com o empresário Wagner Ribeiro na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, onde tinha compromissos comerciais a cumprir. À tarde, reapresentou-se no CT Rei Pelé e participou do treino regenerativo com os colegas. Neymar admitiu que muita coisa mudou em sua vida nos últimos meses. "Não sou muito de balada, mas às vezes eu ia. Agora não posso mais. Ir à escola à noite, depois de treinar cedo e à tarde, também não dá." O atleta parou de estudar no 2º ano do Ensino Médio e atualmente faz curso de inglês.

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